Estava a guerra colonial perdida???

«As acções de contra-guerrilha que durante 13 anos Portugal sustentou em África, nas então Províncias Ultramarinas, conheceram um fim abrupto em 1974 quando o golpe revolucionário de 25 de Abril, servindo objectivos meramente políticos, pôs fim à ordem vigente sem sequer se preocupar com o destino das populações que se abrigavam à sombra da bandeira portuguesa.

As operações militares levadas a cabo a partir de 1961 no ex-Ultramar, a milhares de quilómetros da Mãe-Pátria e dispersas em áreas imensas por três frentes, representaram um esforço que não tem paralelo na história militar contemporânea de qualquer estado europeu.

É pois pertinente perguntar se, como apregoam alguns esclarecidos profetas da desgraça, sob o ponto de vista militar, aquela era uma guerra condenada ao fracasso.

Os três Teatros de Operação onde se desenvolveu o esforço militar português eram totalmente distintos. Dos rios e tarrafo da Guiné às matas densas e chanas de Angola ou aos morros de Moçambique, vivia-se a guerra em cenários completamente diferentes. Era pois imperioso utilizar tácticas e estratégias diferenciadas para cada caso.

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Para além disso, a distância de onde decorriam as operações militares até às fronteiras dos países vizinhos que apoiavam a guerrilha, era fundamental para condicionar as acções.

Comecemos pois por considerar Angola, a primeira Província a sofrer a acção do inimigo.

Quando em 1960 é proclamada a independência do Congo, torna-se desde logo evidente que a onda de nacionalismos que varria toda a África, sem a barreira do Congo Belga a contê-la, rapidamente atingiria Angola. Apesar disso, a Província encontrava-se mal guarnecida, contando apenas com 9.600 homens (dos quais cinco companhias de soldados nativos) para defender um território muitas vezes maior que a Metrópole.

É com esses escassos meios que, logo no início de 1961, Portugal susteve e defendeu as populações civis que em pânico fugiam frente à barbaridade da avassaladora horda de terrorismo que, atingindo o norte de Angola, chegou às portas de Luanda.

À data a Marinha apenas dispunha em Angola de uma fragata, dois patrulhas e um navio hidrográfico e os homens das suas guarnições, armados de espingarda Mauser, capacetes de aço na cabeça e grevas nas pernas, mal equipados para actuar em terra.

No final do ano de 1961 a Marinha tinha lançado em Angola um Destacamento de Fuzileiros Especiais, unidade exclusivamente vocacionada para combate e pouco depois uma companhia de Fuzileiros Navais, utilizada em patrulhamentos e acções de segurança e defesa.

Foi então traçado o Plano de Operações “Ferrolho”, consistindo num dispositivo contando com diversas lanchas e postos montados ao longo da frente fluvial do rio Zaire, guarnecidos por Destacamentos de Fuzileiros, com o objectivo de tornar estanque a passagem de guerrilheiros entre a margem portuguesa e a congolesa do rio.

Até 1964 a Marinha foi aumentando as suas unidades de fuzileiros no território, chegando a contar com quatro Destacamentos e uma Companhia. A situação mantinha-se controlada mas o conflito decrescia de intensidade pelo que foi decidido reduzirem-se os Destacamentos, por desnecessários tantos efectivos mais úteis noutras Províncias.

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Angola passou a dispor somente de dois Destacamentos de Fuzileiros, aumentando por sua vez as Companhias para quatro. E isso fazia todo o sentido pois mais que acções de guerra era necessário afirmar a presença de Portugal no terreno.

Quando em 1964 a Zâmbia alcança a independência passa a dar abrigo e apoio não activo aos movimentos que combatiam Portugal e sentiam dificuldades a Norte abrindo assim uma nova Frente a Leste. O MPLA vai instalar as suas bases na Zâmbia, enquanto a UNITA prefere fazê-lo no interior de Angola.

O MPLA abre então em 1968 corredores que permitem a sua infiltração em território nacional, naquela que chamou “Rota Agostinho Neto”. Porém, desavenças entre os dois Movimentos levam-nos a frequentes confrontos, situação habilmente aproveitada pelas autoridades portuguesas para, através de um discreto entendimento com a UNITA, utilizar as potencialidades do Movimento a seu favor.

A Marinha desloca então os seus dois Destacamentos de Fuzileiros Especiais para o saliente do Cazombo onde seriam de maior utilidade para se oporem aos desígnios do inimigo, enquanto confia às Companhias a patrulha da Frente fluvial do Zaire.

Constrói também no Sudeste de Angola, nas chamadas “Terras do Fim do Mundo” um aquartelamento designado Vila Nova da Armada, onde instala uma Companhia e faz transportar para os rios do Leste e Sudeste várias lanchas de desembarque que, para isso, têm de percorrer milhares de quilómetros sobre comboios ou camiões.

Algumas das lanchas apenas podiam operar durante poucos meses do ano, os restantes, por o rio não levar água suficiente para navegar tinham de varar em terra. Aquele não era na verdade o cenário propício à intervenção de fuzileiros, pois o meio aquático onde estavam vocacionados para operar encontrava-se muitas das vezes distante das áreas de operações.

Mas a guerra pouco se fazia já sentir, apenas raras emboscadas, uma ou outra mina semeada nas picadas, faziam sentir que a tranquilidade não era total, chegando a haver Destacamentos de Fuzileiros que chegaram a estar muitos meses sem ouvir um único tiro.

De resto, as operações militares não passavam de rotineiros patrulhamentos, meras acções de polícia, como afirmação de que naquela terra quem mandava eram os portugueses.

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Nos 13 anos de contra-insurreição os fuzileiros sofreram apenas 43 mortos dos quais somente 12 em combate. E nos três últimos anos do conflito apenas cinco mortos foram registados nas forças especiais da Marinha: três numa emboscada em local insuspeito por nunca se ter registado qualquer acção inimiga, um por efeito de mina e outro no ataque a uma lancha.

Em Luanda, apenas os numerosos militares que circulavam nas ruas faziam lembrar a tragédia que 13 anos antes chegara às portas da capital. As áreas de conflito – se assim lhes podemos chamar – estavam a milhares de quilómetros de distância.

O ambiente que se vivia era de paz total. As escolas funcionavam normalmente, com brancos, pretos e mestiços sentados lado a lado nos mesmos bancos; os hospitais eram exemplares na costa ocidental africana, os restaurantes e os cinemas sempre cheios, as praias pejadas de gente, o futebol e as touradas levavam as gentes aos campos e praças, viajava-se de automóvel, sem qualquer escolta, de Norte a Sul da Província.

A soberania portuguesa era inquestionável. Quando ao pôr-do-sol era arriada a Bandeira Nacional o trânsito parava e todos os condutores e passageiros das viaturas civis ou militares, se apeavam e respeitosamente perfilados aguardavam o final da breve cerimónia para seguir viagem.

O ritmo de construção era frenético com novas estradas a rasgarem a Província, os portos, aeroportos e caminhos-de-ferro com um vigor extraordinário, a indústria em franco crescimento, o comércio pujante, a agricultura com um desenvolvimento extraordinário, as minas em plena extracção e o petróleo começava a ser explorado nas plataformas marítimas. Nada fazia lembrar o estado de guerra. Porque na verdade, já não havia guerra.

Nas escolas militares ensinava-se que uma guerra de guerrilha ou contra-guerrilha nunca poderia ser vencida, destinava-se apenas a ganhar tempo para os políticos resolverem a situação.

Mas em Angola não foi assim. A guerra imposta pelos ventos da história inspirados por ideologias marxistas e apoiados pelos países do Leste europeu e asiáticos foi ganha por Portugal. Sem qualquer sombra de dúvida.

Já na grande Província Portuguesa do Índico a situação era diferente. Era a segunda maior província, mas foi a última onde a subversão assentou arraiais.

Em 1964 apenas uma companhia de fuzileiros navais se encontrava em Moçambique quando nos meses de Agosto e Setembro e se registaram as primeiras acções violentas inimigas a Norte, nos distritos de Cabo Delgado e do Niassa. A Marinha reage de imediato e em Novembro envia um Destacamento de Fuzileiros Especiais.

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As acções são levadas a cabo inicialmente naqueles dois distritos, com os fuzileiros instalados no Lago Niassa, nas bases de Metangula e no Cobué.

Como o Lago é quase um mar interior, a Marinha transporta diversas lanchas e pontões desde a costa criando a Esquadrilha de Lanchas do Niassa.

Face à necessidade em efectivos, nos dois anos que se seguiram o Teatro de Operações de Moçambique é reforçado com mais meios da Marinha chegando os fuzileiros a contar com quatro Destacamentos, e duas Companhias.

O inimigo evitava o contacto directo, sendo necessário persegui-lo através de terrenos muito ásperos, morros e florestas. No entanto nunca deixava de estar presente, manifestando-se principalmente através de minas e armadilhas abundantemente espalhadas por trilhos e picadas.

O apoio que o inimigo recebia dos países vizinhos era-lhe vital, mas a longa distância a que se encontrava da fronteira obrigava-o a estabelecer grandes bases em Território Nacional, sempre alvos privilegiados para as forças portuguesas.

Apenas o Malawi, fronteiro às costas portuguesas do Lago Niassa se mostrava benévolo a Portugal, actuando no entanto com o cuidado e a discrição que a política africana impunha.

O semi-abandono a que estavam votadas as populações nas áreas em conflito não eram favoráveis à boa vontade dos indígenas para com as autoridades portuguesas.

A política dos reordenamentos que levou à retirada de populações inteiras dos locais onde viviam, subtraindo-as à influência do inimigo, para as instalar em aldeamentos controlados pelas autoridades longe das suas regiões de origem e sem grandes meios de subsistência, também não ajudava.

Era necessário haver uma política de desenvolvimento que cativasse para o lado português as populações do mato.

Lourenço Marques (actual Maputo) era a cidade portuguesa mais britânica, face à influência que se fazia sentir da vizinha África do Sul. A vida na cidade decorria tranquilamente com os laurentinos a frequentarem os clubes, os hotéis, esplanadas e praias. Só a constante presença de fardas militares por todo o lado faziam lembrar que a milhares de quilómetros de distância havia um conflito na profundeza das matas. E os tranquilos habitantes não gostavam de ser confrontados com essa incómoda realidade, encarando os militares com indisfarçável desagrado.

Em 1970 iniciava-se a construção da Barragem de Cabora-Bassa e, prevendo-se o aumento da actividade da Frelimo naquele sector, com a abertura de uma nova frente, um dos destacamentos de fuzileiros do Niassa é deslocado para Tete.

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Em 1973 o dispositivo dos fuzileiros na Província é reduzido de um Destacamento. Quando rebenta o 25 de Abril na Metrópole, o inimigo em Moçambique pouco se manifestava com confrontos directos; os números provam-no pois desde 1970, nos últimos anos de guerra, os destacamentos de fuzileiros especiais apenas tinham sofrido quatro mortos em combate!

A guerra fora interrompida pela revolução. Militarmente tinha sido vencida? Não. Estava perdida? Longe disso. Mas estava controlada. E mesmo com os escassos recursos de que Portugal dispunha era uma situação que se poderia manter indefinidamente. Com tempo, com o investimento no desenvolvimento do bem-estar das populações não resta qualquer dúvida que a vitória acabaria por sorrir a Portugal.

Na Guerra de África era na Guiné que a situação se apresentava mais complicada.

No final de 1962 tiveram lugar as primeiras manifestações de uma insurreição latente e no ano seguinte já se encontravam no Teatro de Operações quatro Destacamentos de Fuzileiros Especiais e uma companhia de Fuzileiros Navais.

Geograficamente o território era uma intrincada rede de rios, lodo e matas densas, insalubre para os europeus e difícil de percorrer. Mas as cartas topográficas de uma precisão extraordinária, e o minucioso Guia de Navegação para lanchas permitiam aos marinheiros navegar em qualquer parte, em terra ou nos rios, sem problema.

Por sua vez a exiguidade do território fazia com que qualquer ponto da Guiné se encontrasse a curta distância dos países vizinhos onde os guerrilheiros encontravam abrigo: a Guiné Conacry a Leste e Sul que os apoiava francamente e o Senegal a Norte, onde eram tacitamente aceites.

Sob a liderança forte do Engenheiro Amílcar Cabral, personalidade internacionalmente muito conceituada entre os países afro-asiáticos e muitos países e organizações ocidentais, os aguerridos guerrilheiros do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) eram adversários temíveis.

Treinados na União Soviética e nos Países de Leste, perfilhando a ideologia marxista, fortemente armados pelos países comunistas, os guerrilheiros do PAIGC demonstravam grande agressividade. Não evitavam o confronto frontal, recorriam a flagelações constantes sobre os aquartelamentos e proclamavam a posse de “Regiões Libertadas” onde os “colonialistas” não se atreviam a ir.

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Recorrendo a meios de propaganda eficazes como a rádio, o PAIGC apregoava as suas vitórias, não perdendo ocasião para fazer ouvir as vozes dos desertores nem críticas abertas ao “colonialismo” com que tentavam fazer frente à acção psicológica do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné.

A par de numerosas vitórias, as Forças Armadas Portuguesas sofreram alguns revezes: em 1964 quando quatro Destacamentos de Fuzileiros foram por lapso metralhados por uma aeronave T6 da Força Aérea; em 1969 durante a retirada em boa ordem do aquartelamento de Madina do Boé, por uma decisão estratégica que visava transferir aqueles efectivos para posição mais favorável, que se saldou num desastre por se ter virado a jangada que servia para transpor o rio Corubal; a desorientação inicial quando em 1973 surge uma nova arma nos céus da Guiné, o míssil terra-ar “Strella”.

É posto em causa o domínio do ar, mas rapidamente a Força Aérea encontra soluções para tornear o problema; nesse mesmo ano o vergonhoso abandono do aquartelamento de Guileje a sul, na fronteira com a Guiné Conacry, por uma companhia do Exército que em pânico, não resiste às fortes flagelações a que fora sujeita, apesar de dispor dos abrigos mais fortes de toda a Guiné.

Por outro lado, vão-se somando os sucessos nas operações contra-guerrilha como na ocupação temporária da ilha do Como em 1964 numa operação conjunta das Forças Armadas, o bem sucedido assalto a Conacry que levou à libertação de 26 prisioneiros portugueses das prisões do PAIGC e à destruição da sua marinha, em 1970, a corajosa defesa de Guidaje, cercada pelo inimigo na fronteira do Senegal (que se deu quase em simultâneo com a vergonha de Guileje).

Com o assassinato de Amílcar Cabral em Janeiro de 1973, perpetrado por uma facção do PAIGC, o Partido torna-se mais ambicioso e passa à ofensiva com os mísseis terra-ar e os cercos e flagelações a Guidaje e Guileje. Alguma perplexidade inicial das Forças Armadas da Guiné é rapidamente ultrapassada. A moral Portuguesa, abalada pelos desaires, reage às adversidades e a guerra continua com o mesmo entusiasmo que até então.

O cansaço de muitos anos de guerra fazia-se já sentir na Marinha. Os fuzileiros contavam com praças nos quadros permanentes, muitas com várias comissões em teatros de guerra; havia sargentos que somavam 4 e 5 comissões. No entanto, iam sendo encontradas soluções ajustadas para minimizar o problema da escassez de efectivos.

Em nenhuma guerra moderna houvera tão poucos desertores como naquela onde Portugal se vira envolvido, nem tantos mancebos que se encontravam emigrados no estrangeiro e, chegada a altura se apresentavam para cumprir o seu dever, apesar do trabalho de desgaste entre a população que o Partido Comunista e outros desenvolviam na retaguarda.

Por outro lado, Portugal procedia paulatinamente à africanização da guerra: até 1970 operavam na Guiné 4 Destacamentos de Fuzileiros Especiais metropolitanos, mas naquele ano foi constituído o primeiro de fuzileiros africanos; em 1971 é formado o segundo e em 1974 o terceiro destacamento africano que vai substituir um metropolitano, passando a estar no terreno três africanos e três metropolitanos.

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Como o Exército já tinha diversas companhias de comandos e companhias de caçadores africanos constituídas, e muitas tabancas se encontravam em auto-defesa contando com milícias armadas por Portugal, era evidente a africanização da guerra na Guiné.

No campo inimigo a ofensiva não conseguia esconder a desmoralização dos guerrilheiros. O desgaste de tantos anos de luta era evidente, o ódio aos cabo-verdeanos que ocupavam lugares proeminentes no aparelho do partido tornava-se insuportável. No Senegal, em 1973, havia discretas negociações para os guerrilheiros deporem as armas e integrarem o Exército Português, como testemunharia o coronel Vaz Antunes anos decorridos. Talvez isso viesse a suceder se não se desse a revolução do 25 de Abril.

Cabe então agora aqui a pergunta, estava a guerra perdida? A resposta parece-me simples. Não, de modo algum. Não fora ainda ganha no terreno, onde poderia manter-se indefinidamente até à deposição das armas por um inimigo desmoralizado e cansado por tantos anos de combates. A Guerra não foi perdida na mata, militarmente de armas na mão, mas a vitória foi-nos assim atraiçoada na retaguarda.»

(in Humberto Nuno de Oliveira e João José Brandão Ferreira, Guerra d’África 1961-1974)

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Alexandre Sarmento Written by:

One Comment

  1. Julho 28, 2018
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    Não , não estavam .e não estavam porque havia muitos africanos que se orgulhavam da atria Portuguesa .
    Estive por pouco tempo em Bissau , falei com muito português de cor , falamos da guerra que lá existia e muitos estavam preparados para lutar contra is terroristas e aye diziam que muitos dos terroristas eram estrangeiros incluindo Cubanos .
    Depois fui para S.Vicente onde estive 2 anos , muita dessa gente não queria estar junta com a Guine , queriam ser portugueses , assim como as ilhas de sto . Antao e do Sal .
    A desgraça e erro de Portugal e de quem governava , neste caso Salazar e Marcelo Caetano fui não terem terminado com os trsidores a pátria que já havia naquela altura . O grande vencedor e cabevilhasvde trsjdkres foram Mário Soares e Álvaro Cunhal . Não fossem esses 2 e Portugal hoje seria Ainda África , e África seria Portugal .

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