Como passei o meu 24 de Abril!!!

Hoje andei na rua e interpelei algumas pessoas sobre o que nos trouxe o 25 de Abril, portanto, aqueles que me conhecem já estão a imaginar a tourada!
Poucos houve com uma visão realista do que realmente se passou e quais as mudanças que esta sociedade sofreu desde então, poucos demonstraram um mínimo de conhecimentos acerca do real estado do país de outrora e nas mudanças que a dita “revolução” proporcionou ou induziu.
Mas a cereja no topo do bolo foi mesmo a forma bestial como alguns mamíferos argumentaram contra o antigo regime, ficou bem patente em alguns comentários a forma como grande parte deste povo foi imbecilizado, formatado e induzido num brutal erro, induzido numa monumental mentira, senão vejamos, o primeiro argumento é simplesmente delicioso, o 25 de Abril acabou com o “fachismo”, impressionante argumento mesmo, o melhor foi quando perguntei o que era afinal o “fachismo”, nenhum, repito, nenhum conseguiu responder!!!

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A segunda resposta foi a já tradicional liberdade e a PIDE, mas retorqui, liberdade, qual liberdade, de quê, a resposta foi também essa fenomenal, liberdade de poder falar, mas afinal, o que fazia o povo português antes do 25 de Abril, zurrava, grunhia ou ladrava? Obtive respostas muito próximas de verdadeiras anedotas, não se podia falar por que se era preso pela PIDE, não se podia falar porque se ia para o exílio, e alguns até me disseram que a PIDE matava os que falavam mal do regime, maldita PIDE, deviam ser aos milhões, pelo menos um PIDE por casa pelo que constatei, deviam ser milhões de agentes, para não falar dos já corriqueiros “bufos”!
Mas estes não foram os melhores momentos, os melhores momentos foram mesmo quando alguns como grande crítica ao Salazar, e repare-se Salazar deixou o poder em 1968 quando “caiu da cadeira”, foi o dizerem-me que tínhamos um país atrasado sem as modernices de hoje ou os electrodomésticos que hoje temos à disposição, a melhor foi mesmo a questão das comunicações móveis, essa foi mesmo para me fazer rir, essa e os equipamentos informáticos, alguns disseram que não tínhamos televisões, frigoríficos, arcas congeladoras e outros equipamentos banais nos dias de hoje, ao que respondi perguntando, e então como era nos outros países, será que viviam assim tão melhor do que nós, claro que não, muitos deram o exemplo da Espanha, logo a Espanha que todos bem sabemos viveu fechada para o mundo durante décadas, tiveram que se governar apenas com aquilo que produziam, foram realmente um grande povo que reergueu um país, um povo sacrificado depois de uma guerra civil, factos claro que desconhecidos pelos inteligentes formatados pela propaganda marxista, o certo é que não tínhamos porque não eram instrumentos de consumo em massa e alguns desses equipamentos nem sequer existiam!

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Depois veio o discurso costumeiro do analfabetismo, da falta de cuidados de saúde, da falta de estradas, das deficitárias condições em que viviam, claro que para alguém mais culto, informado e sem preconceito, todos esses temas são facilmente explicáveis, mas para uma cambada de analfabetos funcionais completamente modelados e formatados por décadas de campanhas de desinformação, por campanhas de limpeza mental, campanhas de verdadeiras lavagens cerebrais bem ao estilo do sistema soviético de outrora!
Não estou aqui a defender nem a promover o exercício do Estado Novo, nem muito menos a atacar o que este novo “regime” trouxe ou fez pelo povo português, sim este regime fez uma obra notável, uma obra que em oposição ao que fez o regime de Salazar que fez realmente, muito em muito pouco tempo, com quase nada, este regime fez, muito pouco, com tudo, em muitas décadas, e na realidade conseguiu uma enorme proeza, em muito pouco tempo conseguiu imbecilizar, conseguiu inibir uma nação de pensar pela sua própria cabeça, conseguiu inibir uma nação de lutar pelos seus direitos, conseguiu por uma nação contra tudo aquilo que nos trouxe até hoje como nação nobre e imortal, conseguiu fazer de quase todos nós inimigos de nós próprios, conseguiu fazer com que o povo português tivesse nojo da sua própria raça, da sua cultura, da sua forma de estar no mundo, quando na verdade fomos grandes, fomos um grande exemplo para a humanidade, essa é a verdade, somos hoje um povo invejoso, mal agradecido, um povo ignorante e inculto, um povo de auto-imbecilizados, um povo sem vontade própria e perfeitamente manipulável!

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Deixámo-nos manipular, partidarizar, fraccionar, alinhámos numa farsa, alinhámos num embuste, perdemos a nossa vontade, a raça, a força interior que sempre nos caracterizou, deixámos de ser aquele povo que não se governava nem se deixava governar, para nos tornarmos um povo de carneiros, um mero rebanho tutelado por um mau pastor, o pastor que nos vai levar até ao matadouro, por sinal o pastor que candidamente escolhemos, portanto este povo e o seu espírito de nação foi atrás dos cravos de uma qualquer “revolução” que nunca o foi…mais uma vez relembro uma frase de António José Saraiva, “os cravos que outrora candidamente tomámos por símbolo de liberdade, esfumaram-se sobre um monte de esterco”, exactamente o que se passou também com a nação portuguesa!!!

Tenho dito.
A bem da Nação.
Viva o 25 de Abril.

Alexandre Sarmento

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