Em busca da verdadeira humanidade, consciente!!!

Porque não trazer a humanidade de novo a este planeta, temos tecnologia, temos recursos, temos inteligência, não precisamos de por o homem na Lua nem em Marte nem procurar outras espécies inteligentes no universo, para que me interessa saber como nasceu o mundo e investir somas inimagináveis num centro de pesquisa que em nada vai beneficiar raça humana, um puro desperdiçar de recursos, biliões que muito bem poderiam ser utilizados em pesquisa e tratamentos de tantas das doenças às quais somos ou estamos vulneráveis.

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Temos conhecimento suficiente para acabar com a pobreza extrema e a exclusão, fazer deste um mundo mais justo, se tivermos vontade, e eu acredito que haja vontade por parte de muitos de nós pois não serão as organizações ao serviço dos grandes interesses que promoverão mudança alguma, gastam-se recursos financeiros ilimitados em material bélico, gastam-se biliões em bens sem utilidade alguma, mera ostentação, somos o quê afinal, vivemos onde, seremos nós cegos, surdos e mudos de tal forma que tenhamos deixado de entender o mundo à nossa volta, vemos tanta miséria humana perfeitamente escusada, bastando para tal sermos seres conscientes, seres humanos de verdade com corpo e sobretudo alma.

Está na hora de nos desligarmos de todo este materialismo que nos está a levar para a nossa própria extinção, para o abismo, para um beco sem saída, somos escravos da tecnologia que criámos, somos hoje objectos, coisas sem sentimentos, isolados da sociedade contrariamente ao que pensamos, não vivemos um mundo da comunicação, um mundo da tão propalada globalização, vivemos sim cada vez mais isolados, fechados em nós mesmos, tudo aquilo que vemos e participamos, tudo aquilo que percepcionamos é uma total distorção da realidade, puramente virtual, comunicação virtual, relações virtuais, até a família hoje se tornou virtual, estamos a deixar de ser seres conscientes e com sentimentos para sermos apenas números, dados estatísticos, seres sem sentimentos, seres apáticos, máquinas.

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Estamos a encaminhar-nos para o apocalipse, neste momento estamos a auto incapacitar-nos de comunicar, estamos a isolar-nos completamente, estamos a vegetar, estamos a perder capacidades cognitivas, estamos a viver sem alegria, sem dar valor à própria vida, passamos pela vida sem que na realidade a tenhamos vivido, somos hoje seres humanos virtuais num mundo real.

Tudo faz parte da vida, dor e bem estar, alegria e tristeza, prazer e sacrifícios, é esta dualidade que faz a vida ter valor, é o lado negativo que nos faz exultar nas coisas positivas, nada pior que ter a veleidade de pensar numa vida verdadeira sem contrastes, sem dor, sem tristeza, tudo faz parte, o que na realidade nos faz viver é o desconhecimento do futuro, é o podermos fazer ou tentar fazer o nosso futuro, modelar-nos a nós próprios, descobrirmo-nos, tornarmo-nos conscientes, sentirmo-nos parte do universo, sermos participativos, sermos parte deste enorme ecossistema, sermos cada um motores de mudança, sermos verdadeiramente seres humanos, seres espirituais, menos corpo e mais alma, menos ter e mais ser, só assim poderemos sobreviver, só assim poderemos fazer deste um mundo verdadeiro, um mundo de verdadeira interacção e de respeito entre humanos e as espécies dos reinos animal e vegetal, afinal foi assim que chegámos até aos dias de hoje, realmente, a sós nunca teríamos evoluído.

É a diversidade que nos faz avançar, temos à nossa volta milhares de espécies com tantas diferenças mas que evoluíram em conjunto, o mesmo se passa com a nossa espécie, o homo sapiens sapiens, diferenças de feições, de cor da pele, de estrutura física, diferenças de linguagem, diferentes filosofias, diferentes religiões, diferentes hábitos alimentares, diferenças culturais, tudo isto nos fez ser aquilo que hoje somos, evoluímos pela diferença, pela forma de sentir, pela forma de pensar, e sobretudo pela consciência, pela forma como sentimos o nosso lado espiritual, pela forma como tomamos consciência do meio que nos rodeia, não esquecendo que temos também um lado mais primário e instintivo e inato com tudo de positivo e de negativo que isso possa acarretar, mas exactamente para colmatar essa lacuna temos a nossa consciência.

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Temos hoje uma série de estigmas, de invenções que aparentemente serviriam a fazer avançar esta nossa sociedade, a organizar esta sociedade, falo de política e de ideologias, políticas para quê, porque não seguirmos antes filosofias, porque não fazer da consciência a nossa política, fazer uso da razão e sobretudo do coração, sermos dessa forma individualmente conscientes e ao mesmo tempo indutores de uma verdadeira consciência colectiva, uma verdadeira sociedade funcional, um mundo funcional em que possamos ser verdadeiramente livres e humanos, sem pré-conceitos, sem formatações, sem limites de qualquer espécie mas com o respeito pelo próximo e dessa forma criarmos um mundo em que possamos usufruir de uma vida verdadeira, um mundo sem miséria material,e especialmente sem miséria mental e moral, um mundo em que não gire tudo em torno do dinheiro, do poder, do domínio, um mundo liberto de inibidores de pensamento, um mundo sem ferrolhos mentais nem físicos, um mundo real, um mundo em que valha a pena viver, um mundo em que viver seja ao mesmo tempo um desafio e um prazer!!!

Humanizar a humanidade precisa-se, repor a ordem neste caos em que vivemos hoje, podemos se o desejarmos, se abrirmos a mente e o espírito, no fundo, se verdadeiramente encontrarmos o sentido da vida, resumindo, fundar um novo império, desta vez sem imperadores, um império da consciência, o tal Quinto Império, o Império de paz e justiça universais do padre António Vieira, de Pessoa, ou do meu querido mestre, o grande Agostinho da Silva

Alexandre Sarmento

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