Se não mudarmos de paradigma estamos condenados a uma morte anunciada!!!

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Pois até estava a pensar que este país já não é o que era, uma nação que já não é o que era, nem a própria água é o que era em tempos passados.
Ainda me lembro de beber água de um vulgar rego de água num simples caminho rural, comer fruta da árvore tantas vezes com um passageiro a bordo, a vulgar e saborosa lagarta, tempos em que se apreciava a mudança de estação, os tempos das colheitas, tudo ao sabor do tempo, da natureza, situações inesquecíveis,sítios inesquecíveis, amizades inesquecíveis.
Em suma, um tempo em que tudo era bem mais verdadeiro do que hoje,desde a natureza às relações humanas, tempos em que havia homens que não morriam por ter que trabalhar dias e noites seguidas sem um mínimo esgar de sofrimento ou revolta, tempo em que se punha gosto, amor e paixão em tudo aquilo que se fazia, um tempo em que não se faziam amizades instantâneas, onde tudo levava o tempo que devia levar, um tempo em que se olhava para trás e se via a obra feita com um grande orgulho, a tal felicidade tão merecida, totalmente o inverso dos dias de hoje, uma sociedade de sucedâneos, de instantâneos, uma sociedade sem alicerces, uma sociedade sem valores, uma sociedade sem ética onde o que conta é passar à frente do amigo, vizinho e família, uma sociedade condenada ao fracasso se nada fizermos.
Uma sociedade que cairá tão ou mais rápido que o tempo que demorou a tomar este rumo, uma pseudo-sociedade da qual fazem parte verdadeiros indigentes e seres disfuncionais, uma sociedade de eternos insatisfeitos mas que nada faz para mudar este marasmo em que nos encontramos, uma sociedade de acomodados que enquanto tiver futebol, televisão e redes sociais se deixa formatar pelo sistema, uma sociedade sem conceito de humanidade, uma sociedade desumanizada, uma sociedade formatada de forma a cada um ser uma mera unidade produtiva, inibido de pensar e muito menos de se exprimir ou revoltar contra este sistema escravizador.
Estamos a chegar a um ponto em que seremos tudo menos humanos, não será já tempo de abrir os olhos e tomar outra atitude?
Vamos acordar, vamos fazer algo, vamos por as cabeças a funcionar e deitar mãos à obra?
Portugal merece, nós merecemos…

Alexandre Sarmento

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