Uma verdadeira União Nacional, funcionou, porque não fazê-lo de novo!!!

OUÇAMOS SALAZAR

A lenda negra de Salazar vai sendo tecida persistente e venenosamente pela nefasta Sinistra, que há dezenas de anos nos desgoverna, desmoraliza, avilta. Porque prima pela verdade e oportunidade, apraz-me transcrever o que o saudoso e querido amigo, escritor primoroso e português de lei Eduardo Freitas da Costa afectuosamente escreveu algures: “Voto contra. Contra a cobardia dos ataques à traição, que malsinam as intenções, desvirtuam o pensamento, minimizam ou denigrem a acção de quem, morto, se não pode defender.

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Contra a pusilanimidade dos que não o negam mas o deixam impunemente negar, a ele e à sua obra. Contra a infâmia do silêncio, com que se pretende acintosamente apagar um nome, escamoteá-lo da própria História da Nação, como se – agora que já não temem o Homem – lhe temessem a Sombra…” (José Paulo Rodrigues, Salazar Memórias para um perfil, pág. 289).

Efectivamente, de Salazar a nobreza do carácter, o portuguesismo sem mácula, a grandeza ímpar da obra, o estilo seiscentista dos seus lúcidos discursos e entrevistas, a inteligência de verdadeiro génio, etc.,etc., incomodam, melhor, assustam os pobres democratas, estrangeirados ignorantes de tudo quanto é verdadeiramente nosso, como a língua pátria. .. Nenhuma instituição do Estado Novo, a que Salazar se dedicou de corpo e alma, escapa à estúpida fúria destruidora que é apanágio dos democratas. É o que inquestionavelmente sucede com a União Nacional, cuja génese, intenções e espírito estão a anos luz do que define um partido político.                                                                          Com efeito, os partidos políticos, aceitáveis entre os germânicos e anglosaxões, são, entre nós, como no-lo provam o demo-liberalismo oitocentista e a “república sanguinolenta” de 1910-1926, a da “formiga branca” e da “carbonária”, ambas indubitavelmente abomináveis, formaram-se, como Salazar lucidamente ensinou “à volta de pessoas, de interesses mesquinhos, de apetites, e para satisfazer esses interesses e apetites. Ora é essa mentalidade partidária que tem de acabar, se queremos entrar num verdadeiro período de renovação.” (José Paulo Rodrigues, Salazar Memórias para um perfil, pág. 49). Assim, a União Nacional é a negação absoluta do partido político. Asseverar o contrário é pura estupidez, que caracteriza a mentalidade democrática, alimentada e robustecida pela mentira e pela deturpação sistemáticas de quanto seja nobre, edificante, superior.                 .. E porque a União Nacional tinha a vocação de congregar o verdadeiro escol do País, interessado sobretudo no seu engrandecimento, nela participaram desde o princípio entidades provenientes de diversos campos de pensamento e acção, tais como o Prof. Bissaia Barreto, catedrático de Coimbra e republicano histórico, Dr. João do Amaral, vindo das fileiras do Integralismo Lusitano… Em boa verdade, não recusava a todos os verdadeiros portugueses a colaboração em prol da Nação; eram bem-vindos à União Nacional quantos entendessem o sentido profundo da amorável divisa “Tudo pela Nação, nada contra a Nação”. Porém, não se exigia a filiação na União Nacional sequer aos ministros… Neste aspecto, como em tantos outros, a União Nacional era algo de inusitado em todo o orbe! Como é obvio, cabia à União Nacional, pela sua Comissão Executiva, a organização das listas de candidatos a propor ao sufrágio para deputados à Assembleia Nacional e, por outro lado, apoiava a condução das suas candidaturas. A doutrinação política, tarefa de suma importância, era igualmente exercida pela União Nacional, porém sem êxito assinalável, não obstante o mérito dos presidentes da Comissão Executiva, como Camilo de Mendonça, Armando Cândido de Medeiros, Costa Brochado. E isso porque, como muito bem notou Salazar, “para uma reeducação política é preciso mais tempo do que o que temos de vida…” (José Paulo Rodrigues, op. cit., pg. 53). Para melhor inteligência do tema que se versa, assaz interessante, apraz-me transcrever as considerações salazaristas do teor seguinte:

Os que fundaram a União Nacional tinham em mente promover uma grande reforma política, económica e social do País e com ela e por meio dela resolver os Maiores problemas ou preparar-se para enfrentar as maiores dificuldades. Não podiam ter a ideia de fazê-lo de um jacto ou pela força, desacompanhados da própria Nação, mas pela estreita colaboração desta através das engrenagens do novo Estado, quando perfeitamente constituido, através duma grande força civil, de carácter nacional, até esse momento. Dominados, não peça ideia do perfeito e do óptimo, mas pela ideia mais modesta e positiva do essencial e do possível, lançaram as bases da União Nacional, estabelecendo terreno de trabalho comum suficientemente amplo para nele caberem todos os portugueses de boa vontade, sem distinção de escola política ou confissão religiosa, contanto que acatassem as instituições vigentes e se dispusessem a defender os grandes princípios da reconstrução nacional. Na vigência da monarquia liberal como da república parlamentar a reorganização das forças políticas fez-se sempre fraccionando aqui, juntando além os partidos existentes, para ficarmos com mais, para ficarmos com menos, para ficarmos com outros tantos, sob nomes diferentes. No fundo – mostrou-o a experiência – tudo continuava na mesma. Este hábito das negociações, conversas, entendimentos particulares ou públicos criou uma regra de vida política tão absoluta que alguns se mostram perplexos ou desorientados pelo facto de a não seguirmos com os simpatizantes ou com os inimigos… A União Nacional vai ser uma espécie de padrão por onde se hajam de aferir a inteligência e o patriotismo dos homens…”

(Salazar, Antologia 1909/1966, pgs. 228-229). José Pinheiro da Silva Algés, Novembro de 2006

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