Temos sangue e alma, somos portugueses, somos humanos.

Mais uma vez irei expressar a minha revolta com o estado de miséria a que deixámos chegar o nosso país, um país completamente abandonado, um país com condições fabulosas em termos de território e de clima, um país que ao longo da nossa já longa história quase sempre foi auto-suficiente, um país funcional, um país vivo, um país com os olhos postos no futuro,um país projectado para o futuro, sempre assim foi salvo raros interregnos, não consigo mesmo entender o que aconteceu com este povo, com estas gentes outrora tão interessadas e zelosas deste território, desta nação, desta Pátria, o que se passou, porque desistimos, ou porque mudámos de atitude?

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Dizem que evoluímos, mas evoluímos como, para onde e porquê?

Não vejo razão, ou melhor não consigo ver um resquício sequer de evolução, ou será evolução humana a rendição aos vícios da tecnologia, sermos drogados pelas novas tecnologias, dominados até, nada tenho contra a tecnologia em si mesma, tenho sim grandes reservas em relação ao futuro, seremos o quê no futuro? Escravos da tecnologia, escravos da inteligência artificial, tornar-nos-emos meros espectadores comodamente instalados a assistir à nossa própria extinção, incapazes de pensar, incapazes de traçar o nosso próprio rumo, uma espécie alienada, em total regressão a nível intelectual e civilizacional, onde está o espírito gregário com o qual evoluímos até hoje, onde estão os nossos usos e costumes, onde está a nossa matriz cultural, no fundo quem somos afinal, homo sapiens sapiens, ou um sucedâneo sem capacidades intelectuais, meros robots ou marionetas neste sistema desumanizante rendido aos vícios da tecnologia, uma sociedade de alienados, uma sociedade de autómatos, uma humanidade mestiçada com tecnologia, cyborgs, tal como o que vemos nos filmes futuristas com cenários apocalípticos, uma sociedade em valente contracção de valores éticos e morais, uma não-sociedade.Resultado de imagem para tecnologia

Estamos hoje debaixo de uma brutal ditadura, de um regime brutal, um regime que pretende mestiçar-nos a nível físico e cultural, um regime que promove uma sociedade de raça única, uma raça cinzenta uma raça em que o cordão umbilical com o passado tenha sido cortado, uma raça sem identidade cultural, sem memória. Temo num futuro não muito distante sermos desligados de todo aquilo que nos fez ser aquilo que somos hoje, uma sociedade multi-racial, multi-cultural e multi-religiosa, estão a retirar-nos tudo aquilo que nos define, estão a retirar-nos aquilo que temos de melhor, as nossas diferenças, os contrastes, tudo aquilo que nos diferenciava, em suma a nossa essência, aquilo que nos definia, ou seja estão a tornar este mundo num local monótono, num local sem interesse, num local sem futuro em que perdemos a capacidade de sonhar e de viver uma vida real, uma vida verdadeiramente humana, a vida para a qual fomos criados, a vida para a qual nos preparámos durante milhões de anos, a vida para a qual evoluímos.

Bem sei que a tecnologia nos facilita a vida, mas desde aí até sermos escravos vai uma grande diferença, poderia a nossa vida ser materialmente facilitada mas que nos deixem espaço para evolução espiritual, para evolução mental, que nos dêem espaço para que sejamos humanos verdadeiros e com essência, seres pensantes, seres despertos e com capacidade de definir objectivos, seres capazes de fazer opções, seres capazes de criar à imagem dos nossos antepassados.

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Temos hoje um grande entrave à nossa evolução, a perda de valores promovida pelo sistema que neste momento governa o mundo, sistema esse que promove a destruição da família, do diálogo inter-racial e inter-religioso, sistema que corrompe esta sociedade desde a mais tenra idade, desprovendo a nossa juventude de valores, tolhendo-lhes a capacidade de pensar por si próprios, despejando-lhes conteúdos em vez de promover o livre pensamento, em vez de criar seres inteligentes está a formatar as mentes como de meros computadores se tratasse, estamos a ser afastados da nossa parte intelectual e espiritual, estamos a ser tornados em seres meramente materialistas em que o ter tem a supremacia sobre o ser, uma sociedade podre e dependente, uma sociedade decadente, uma sociedade uniformizada, uma sociedade feita à imagem das abelhas ou das formigas, uma sociedade sem liberdade de escolha, uma sociedade sem opções, sociedade de homens-máquina.

Estamos ainda a tempo de induzir uma mudança, para tal temos que desligar um pouco de tudo aquilo que nos bombardeia, media e tecnologias criadas para nos isentar de pensar, tecnologias viciantes e capazes de nos controlar, ou melhor dizendo tecnologias criadas para alguém nos controlar e modelar a forma de pensar, de viver, levando-nos até ao extremo de desejarmos aquilo que não gostamos, ou mesmo desejamos, estamos a ser mentalmente manipulados pelo sistema, um sistema que no fundo se aproveita da nossa ignorância, da nossa apatia, da nossa ausência de vontade ou de espírito crítico, na verdade, da nossa preguiça mental!

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Temos nós portugueses algumas responsabilidades, sempre fomos pioneiros, sempre fomos capazes de dar o exemplo, sempre lutámos e sempre fomos desbravando novos caminhos, sempre fomos cientes dos nossos objectivos, sempre lutámos pelos nossos ideais, sempre fizemos uso da nossa alma e raça lusitana, sempre nos demarcámos pela diferença, sempre demos o exemplo, fomos mesmo os verdadeiros globalizadores, os verdadeiros portadores de uma cultura de bem estar e de boa convivência entre raças e etnias. Sempre fizemos uso e sempre buscámos não apenas enriquecimento material, buscámos sempre riqueza espiritual, sempre almejámos tornar-nos seres superiores, seres espirituais, seres completos, sempre buscámos a verdadeira riqueza, a conquista de um grande império, o império do espírito, um império sem imperador, o nosso V Império.

O império do espírito, o império da razão. 

Somos corpo, somos matéria, mas sobretudo espírito, só falta mesmo fazer uma verdadeira busca, buscá-lo em nós mesmos, usar a nossa consciência, tornarmo-nos seres superiores, esse é o nosso verdadeiro desígnio, essa é a nossa missão, seres com uma consciência individual capazes de induzir uma verdadeira consciência colectiva, capazes de fazer um mundo de verdade, um mundo humanizado, uma verdadeira humanidade.

 

Alexandre Sarmento

 

 

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