Reflexão sobre a educação em Portugal, um país de analfabetos funcionais!!!

Um sistema educativo que em Portugal tem sido alvo de muitas reflexões e estudos, infelizmente sem frutos e sem utilidade aparente, completamente iníquos, pura perda de tempo e de recursos, ou seja nenhum governo conseguiu fazer ainda uma reforma necessária e em tempo útil. Temos assim um sistema de ensino que não cumpre, ou melhor está muito longe de cumprir a sua função mesmo tendo sofrido alguns ajustes, alguns cuidados paleativos, digo eu! Temos portanto um sistema educativo ainda muito longe do seu objectivo principal, isto é, preparar os jovens para o mundo real, um sistema que está mal arquitectado, que falha por não garantir formação em áreas críticas para o sucesso pessoal, que logicamente induzem posteriormente um sucesso colectivo, sendo por isso um sistema completamente ultrapassado ou melhor descaracterizado e desviado dos seus desígnios que são pôr a nossa juventude a pensar pela sua própria cabeça, induzindo a percepção e o sentido critico em relação ao mundo em que hoje vivemos, temos hoje um sistema de ensino em que apenas são despejados conteúdos, onde não há lugar ao pensamento e raciocínio individual, um sistema em que a nossa juventude é formatada em vez de formada, uma juventude standardizada em que os valores intrínsecos de cada um são postos em causa ou mesmo mitigados, correndo mesmo os que ousem fazer uso das suas capacidades correrem o rico de exclusão, como poderemos desta forma almejar uma verdadeira sociedade culta, alfabetizada e funcional? Resultado de imagem para universidade

A vivência neste mundo global actual é carregada de incertezas, o que outrora foram verdades inalteráveis são hoje postas em causa diariamente. Assim sendo disciplinas que incorporem fortes componentes de disciplina, ética, cidadania e justiça são fundamentais para tornar uma sociedade desenvolvida em termos de valores e de coesão cultural, exactamente as mesmas disciplinas que estão a ser postas de parte, as disciplinas em que os próprios alunos se pudessem sentir crescer como seres humanos inteligentes, participantes e motores de uma sociedade funcional, seres capazes, verdadeiros humanos e não máquinas tal como o sistema propõe. A sociedade portuguesa apresenta há muito um analfabetismo funcional enorme, o qual acaba por afectar toda a vivência neste país desde as necessidades do dia a dia, ao trabalho e até ao processo democrático, principalmente na hora da escolha dos órgãos representativos, temos portanto uma sociedade incapaz de fazer as suas próprias opções, Portugal tem um grande défice nesta vertente, muito maior até que o défice económico, que acaba por ser consequência do primeiro. Temos hoje uma população universitária em muitos casos sem conhecimentos condizentes com as suas habilitações literárias e/ou académicas, hoje não se frequenta um curso com o intuito de adquirir conhecimento ou experiência, hoje frequenta-se um curso com o fito de se ter o tão desejado acesso a uma carreira profissional condigna, tantas vezes completamente impreparados para o embate e nível de exigência da vida real, ou porque será que os verdadeiros profissionais de topo passaram pelas grandes instituições de ensino reconhecidas a nível internacional, terá sido pela matéria dada, ou terá sido da forma como essa mesma matéria nos foi exposta, ou mesmo da forma como o aluno teve que abordar a dita matéria, tendo sido obrigado a adquirir um raciocínio lógico que por cá na grande parte dos casos não poderia ter feito.

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Há que tornar o sistema educativo capaz de prevenir esta iliteracia para construirmos uma sociedade mais avançada, uma verdadeira sociedade funcional e culta uma sociedade com valores éticos e morais, uma sociedade de verdadeiros seres humanos e não meras máquinas ou unidades produtivas sem vida própria, uma sociedade onde cada qual possa mostrar as suas reais capacidades, onde possa dar largas à sua criatividade, dar largas à sua liberdade de pensamento, está na hora de arrumar de vez com esta sociedade estereotipada e demasiado formatada e de certa forma imbecilizada e disfuncional. Está na hora de ensinar os nossos jovens a pensar de forma crítica e assertiva, responsável e ética no seu comportamento diário em todas as áreas sociais. A escola portuguesa tem de evoluir promover os valores individuais e revolucionar-se internamente através de um sistema de crenças e valores disciplinadores de responsabilização, com enfoque principal nas atitudes e comportamentos, que melhor sirvam o progresso do país em termos sociais e económicos. Está na hora da mudança de atitude, é hora de realmente tomar consciência que o maior investimento numa sociedade, seja ela qual for é, e sempre será a educação pois é aí em conjunto com a convivência familiar que se formam os seres humanos do futuro, a sociedade do futuro, uma sociedade que se pretende consciente e funcional em que o “homem” seja mesmo o centro do universo…

Deixo aqui uma questão, onde estão os nossos pensadores, os nossos Agostinho da Silva, Torga ou mesmo o Fernando Pessoa???

Alexandre Sarmento

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