Crónicas de um povo amansado!

Como tenho tempo e não posso dormir, pois estou de serviço, aproveito para escrever e exprimir o meu pesar pelo mundo que me rodeia, sim, lamento imenso o estado de abandono a que este país chegou, abandonado pelos nossos governantes, abandonados por todos aqueles que deveriam zelar pela nação, abandonada, infelizmente também por nós.

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Temos a culpa, sem duvida que temos, pois tornámo-nos apáticos, irresponsáveis, e coniventes com os que nos trouxeram até este marasmo, a este beco sem saída, muitos de nós continuam a assacar culpas ao passado, aos bravos que lutaram para que tivéssemos chegado como nação até hoje, não quero com isto fazer passar a ideia de saudosista, mas apenas lembrar que um povo que não aprende com a sua história e com os erros do passado, nunca estará preparado para enfrentar os desafios do futuro, e realmente cair sistemáticamente no mesmo erro denota falta de inteligência, falta de cultura e ignorância.
Ignorância e apatia, triste realidade, mas são mesmo as principais razões pelas quais temos no poder uma classe política a anos luz de ser capaz de zelar pelos interesses da nação, uma classe política iníqua, criminosa mesmo, e culpa de quem, nossa!
Estamos a pagar e muito mais iremos pagar pela nossa forma de estar face às realidades, ao mundo que nos rodeia, face aos desafios que se nos irão propor em termos de futuro, continuamos a brincar às republicas, às democracias, desconhecendo de todo que democracia é uma falácia, pelo menos nestes moldes, pois o que temos na realidade é uma ditadura partidária, uma partidocracia, um modelo que apenas serve os interesses da classe política e interesses corporativos, esquecendo sempre o verdadeiro papel do estado, servidor da nação, servo da nação.
Qual a admiração portanto quando nada funciona, nada cumpre a sua função, instituições que deveriam servir e proteger a nação que nada mais são do que sorvedouros dos dinheiros públicos, meros antros de criação de emprego para os “boys” do sistema, um sistema sem utilidade, um sistema inimputável em caso de falha, um sistema no qual os que deveriam ser responsáveis estão constitucionalmente isentados das suas culpas, das suas responsabilidades, um sistema portanto na minha óptica criminoso e inoperante, um sistema que tem à cabeça criminosos de luva e colarinho branco, um sistema em que a própria justiça comprovadamente toma sempre a defesa do infractor, do prevaricador!

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Vivemos um perfeito estado de prostituição entre instituições, um estado em que a isenção e independência não se aplicam na prática, ou seja uma perfeita aberração no qual o poder do capital e das máfias maçónicas dominam o poder político e legislativo, que por sua vez subjuga e impregna a justiça, levando a um complexo circulo vicioso no qual os interesses da nação são completamente esquecidos, um circulo criminoso, um circulo de malfeitores que apenas se preocupam com o saque da coisa pública, será assim tão difícil comprovar o que vos digo, creio que não!
Enquanto alinharmos no jogo da partidarite, da ideologia, o jogo da divisão, o jogo da maledicência, o jogo do sistema, estaremos eternamente condenados a mais do mesmo, perguntam-me, como e quando alterar esta situação, sempre respondo, como é simples, começando a pensar pela nossa própria cabeça, esquecendo clubismos e bairrismos, delinear objectivos e unindo esforços com um objectivo comum, quando quisermos, ou quando formos capazes de expressar uma opinião lógica e coerente, quando apelarmos à nossa consciência, quando usarmos da nossa inteligência, da nossa liberdade de escolha, quando formos uma sociedade verdadeira e sobretudo coesa, lá está o porquê de termos sido grandes no passado, uma nação que não se furtou às suas obrigações, uma nação que não cruzou os braços, uma nação que lutou, uma nação que nunca se deixou subjugar, uma nação que sempre viu longe, sempre se renovou, sempre se adaptou aos desafios, sempre superou as dificuldades, sempre fez valer a sua alma e raça, sempre honrou os seus antepassados, sempre se sacrificou pelo seu futuro.
Somos o quê hoje:
Um povo amansado?
Um povo aferrolhado?
Um povo adormecido?
Um povo resignado?
Um povo condenado?
Um povo esquecido?
Um povo moribundo?
Pergunto, até quando vamos esperar para seguir os ensinamentos dos nossos antepassados, acordarmos desta letargia, até quando voltar a ter uma voz activa, mostrarmos a nossa raça, que mais será preciso acontecer, um cataclismo, um banho de sangue, ou o apocalipse?
Despertar é preciso, o caminho faz-se caminhando.

Alexandre Sarmento

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