Somos o quê afinal, queremos o quê como futuro?

Uma lágrima por uma nação, outrora com vida e vontade própria, mas que entretanto amoleceu, acomodou-se, alinhou numa onda de seguidismo, facilitismo, ou mesmo de aprisionamento mental, uma nação que se furtou às suas obrigações especialmente morais, ou seja proteger ou mesmo promover o bem estar desta geração e futuras, tal como os nossos antepassados fizeram, tantos sacrifícios, tanta vida perdida, tanto sangue derramado para que hoje tivéssemos um país uno, forte e coeso, um território de esperança, um território em que viver fosse mesmo uma dádiva, um, não digo um paraíso pois isso será talvez uma utopia, mas sim um local agradável de viver, com paz social, sem miséria, sem dificuldades de maior e acima de tudo, sem preocupações e com paz de espírito, um país em que se pudesse programar um futuro, o futuro que os nossos antepassados desejaram para nós e por ele lutaram.

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Bem sabem que sou um grande critico da forma de ser e estar do povo português, mas não vejo alternativas, não vejo mesmo saída, a menos que haja uma mudança radical na forma como os portugueses reagem a tudo o que se encontra ao seu redor, desde política, relações humanas, relações familiares, meio ambiente, e em especial cultura, sim, a nossa cultura, os nossos usos e costumes, as nossas tradições, o nosso espírito, a nossa raça e alma lusitana, onde anda tudo isso, ter-se-à esfumado, teremos perdido a nossa identidade, teremos renegado tudo aquilo que sempre nos caracterizou, ou simplesmente o nosso ADN terá degenerado com estes novos tempos de pseudos, pseudo felicidade, pseudo desenvolvimento, pseudo família, pseudo nação e por fim pseudo país, sim sendo este governado há décadas por pseudo governantes que em vez de zelarem pelo seu país, pela sua nação, simplesmente se venderam aos interesses corporativos e políticos do grande capital internacional, venderam-nos a alma, a nossa alma, a tal alma que tantos séculos levou a formar, tantos séculos levou a alicerçar.

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A menos que haja na realidade a consciencialização deste povo, teremos que olhar objectivamente, fazendo um acto de contrição, uma verdadeira introspecção, e um apontar de dedo às reais causas de tudo o que de negativo estamos a passar em variados aspectos da nossa vivência actual, bem sei, a conjuntura internacional não nos favorece, mas por algum lado temos que começar a mudança, será que mais uma vez teremos que ser nós portugueses a traçar o caminho, teremos que ser nós novamente o rastilho para que se possa fazer um mundo novo, um mundo mais justo, um mundo melhor, um mundo mais espiritual e menos material, será pedir muito, será uma meta inatingivel ou será humanamente impossível, não creio, basta querermos, basta por de novo a nossa forma de ser, a forma de ser e estar dos nossos antepassados em acção, acordar o sangue, os neurónios e por mãos à obra, readquirirmos a nossa soberania, readquirirmos o orgulho de sermos uma mui antiga e nobre nação, a nação que deu novos mundos ao mundo, os primeiros e grandes globalizadores.

Só umas palavras para terminar, somos o quê afinal, somos quem?

Pensem nisto…

Alexandre Sarmento

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