As verdadeiras razões que levaram a haver um 25 de Abril…

Depois de tanto se dizer acerca desta pseudo revolução vou deixar aqui expressas algumas transcrições e testemunhos de algumas situações menos esclarecidas, ou melhor ocultadas da grande maioria, uns por ignorância talvez, outros por preconceito e grande parte mesmo por imbecilidade, como ficou bem patente pela cambada de patetas que ainda hoje acreditam na história deturpada do estado novo e olham com desdém para a história de Portugal e das suas figuras mais heróicas e carismáticas, os nossos verdadeiros heróis.

Há verdades insofismáveis e uma delas está bem expressa nas sábias palavras de Oliveira Salazar, a nação tem que ser justa, igualitária e una, em suma verdadeiramente humana, com a família e o respeito pelo próximo em grande destaque.

Foto de União Nacional.

«A Nação é para nós eterna; nela não existem classes privilegiadas, nem classes diminuídas. O povo somos nós todos, mas a igualdade não se opõe e a justiça exige que onde há maiores necessidades aí seja maior a solicitude; não se é justo quando se não é humano» (28 de Abril de 1934).

«Dentro das linhas gerais da nossa ordem constitucional está este pensamento: juntar-se ao progresso económico indispensável a restauração e desenvolvimento de valores espirituais.
Durante longas décadas, que abrangem as primeiras do presente século, o materialismo teórico ou prático pôs a política, a administração, a ciência, os inventos, a escola, a vida individual e colectiva preferentemente ao serviço das preocupações ligadas às riquezas e às sensações. Se não pôde eliminar toda a influência das preocupações que tradicionalmente prendiam a evolução do indivíduo, da família e da sociedade aos bens do espírito e à solidariedade de fins superiores, não foi porque não tendesse à sua destruição, hostilizando-as e desviando todas as atenções para o que exclusivamente se refere à existência física. Mostrou a experiência, dolorosamente, ser esse caminho o melhor para fazer surgir multidões de egoísmos mais fortes que a providência de governos normais, para desencadear lutas internas e externas, convulsões de violência nunca vista, que ameaçam sepultar os homens em nova barbaria.

(..) Temos de trabalhar e de favorecer a acção dos que trabalham para a justa compreensão da vida humana com os deveres, sentimentos e esperanças derivados dos seus fins superiores, com todas as forças de coesão e de progresso que nascem do sacrifício, da dedicação desinteressada, da fraternidade, da arte, da ciência, da moral, libertando-nos definitivamente duma filosofia materialista condenada pelos próprios males que desencadeou. É aí que está a verdade, o belo e o bem – vida do espírito. Não só isso: está aí a garantia suprema da ordem política, do equilíbrio social e do progresso digno deste nome» (26 de Maio de 1934).

«Não nos seduz nem satisfaz a riqueza, nem o luxo da técnica, nem a aparelhagem que diminua o homem, nem o delírio da mecânica, nem o colossal, o imenso, o único, a força bruta, se a asa do espírito os não toca e submete ao serviço de uma vida cada vez mais bela, mais elevada e nobre. Sem nos distrair da actividade que a todos proporcione maior porção de bens e com eles mais conforto material, o ideal é fugir ao materialismo do tempo: levar a ser mais fecundo o campo, sem emudecer nele as alegres canções das raparigas; tecer o algodão ou a lã no mais moderno tear, sem entrelaçar no fio o ódio das classes nem expulsar da oficina ou da fábrica o nosso velho espírito patriarcal.
Duma civilização que regressa cientificamente à selva separa-nos sem remissão o espiritualismo – fonte, alma, vida da nossa História. Fugimos a alimentar os pobres de ilusões, mas queremos a todo o transe preservar da onda que cresce no mundo a simplicidade da vida, a pureza dos costumes, a doçura dos sentimentos, o equilíbrio das relações sociais, esse ar familiar, modesto mas digno da vida portuguesa – e, através dessas conquistas ou reconquistas das nossas tradições, a paz social»(15 de Abril de 1937).

«O oportunismo só é possível para as grandes nações, seguras da sua força e da sua riqueza. Nós, que somos fracos e pobres, apenas nos poderemos fazer respeitar à força de rectidão e de honestidade. Neste momento, podemos desagradar aos nossos amigos mas, mais tarde, eles compreenderão».

«Foi publicada a lei nº1901 que dissolveu as associações secretas, com especial destaque para a Maçonaria. A partir dessa altura «nenhuma pessoa pode ser provida em nenhum cargo público, sem prévia declaração sob compromisso de honra, de que não pertence nem jamais pertencerá a qualquer associação secreta…»

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Não houve jornalista da esquerda (e os que o não eram calaram-se…) que não aproveitasse para denegrir Salazar falando sem conhecimento de causa mas repetindo invariavelmente os lugares-comuns postos a correr sobre ele na base da falsidade e da calúnia. O homem barrara durante quarenta anos o avanço do comunismo, não se conformara com abandonar as províncias do Ultramar português ao primeiro empurrão dos que as queriam transformar (como depois sucedeu) em trampolins de assalto ao chamado “Mundo ocidental”, persistitu em sobrepor os interesses reais do povo que governava ao culto das abstracções ideológicas que vão infelicitando a Humanidade… Daí as iras, os ódios, os histerismos, as perfídias, os insultos que a sua figura e a sua acção provocaram em certos meios cada vez mais preponderantes na opinião que se publica.

Na crise de carácter em que soçobrou a sociedade portuguesa após o 25 de Abril de 1974 viu-se um espectáculo que, embora falho de ineditismo na História, não deixou de ser espantoso. Amigos da véspera apressaram-se a negar relações com os vencidos explicando a gaguejar que os contactos havidos tinham ocorrido mau grado deles, sem simpatia pelos chefes nem adesão às suas ideias. Discípulos fidelíssimos de outrora recusaram com vigor quaisquer vinculações aos que diziam antes serem seus mestres. Pessoas favorecidas por Salazar (que as houve e em grande número) clamaram contra a memória do benfeitor, declarando que tinha menosprezado méritos e serviços concedendo-lhes menos do que pretendiam, vítimas assim de tratamento injusto… Ninguém se atreveu – no ambiente das “mais amplas liberdades” em que toda a tolerância pelas ideias contrárias desapareceu – a arriscar uma palavra de tímida justiça no meio da torrente de odiosas mentiras jorrada sobre a memória do grande homem. Até para criticar os desmandos do presente era preciso começar por injuriar o passado. E ao verem o leão, não já moribundo, mas morto e bem morto, acorreram de toda a parte asnos, alguns que dantes orneavam de gozo ao receberem um complacente olhar dele, para despedirem seu par de coices bem puxado no inerte cadáver abandonado.

Fui amigo de Salazar e seu colaborador durante muitos anos. Num convívio tão demorado, com períodos de estreita colaboração, tivemos por vezes naturalíssimas divergências que não oculto, mas que por ele foram sempre aceites com tolerância e que mesmo quando o meu feitio assomadiço dos tempos da juventude lhe davam feição conflituosa nunca o levaram a atitudes radicais. O exemplo das nossas relações parece-me bem demonstrativo da personalidade de Salazar e por isso julgo útil dá-lo a conhecer sem ocultar aspectos que numa apologia talvez devessem ser silenciados. Porque o meu intento é revelar o homem tal como foi ou eu o vi e que, como todas as fraquezas inerentes à condição humana, é muito melhor do que surge na imagem deformada pelo ódio vesgo dos inimigos ou que a falta de informação das novas gerações e dos estrangeiros construiu sobre os lugares-comuns de uma campanha adversa.

Procuro também mostrar o estadista no seu tempo, inserido nas circunstâncias históricas a que teve de fazer face e rodeado pelos homens que com ele colaboraram e que seguiram, melhor ou pior, o seu pensamento e a sua acção ou para qualquer destas contribuíram.

Nesse pensamento e nessa acção houve traços essenciais de doutrina e posições condicionadas pelas conjunturas em que tinham de se definir. Estas têm de ser avaliadas historicamente em função dos acontecimentos e oportunidades em que foram adoptadas. Mas aquilo a que chamei “pensamento essencial” constitui matéria de Filosofia Política e a sua validade não depende do tempo nem dos lugares. Os homens de hoje fariam bem em meditá-lo.

Porque começa a ser tempo de conhecer e de tentar compreender Salazar e a sua época antes de julgá-los. Por esse mundo criou-se a lenda do “ditador Salazar”. E ao acoimar-se o governante português de ditador, logo aos olhos de muita gente com o cérebro lavado por uma propaganda insistente surge a imagem do tirano, indiferente às leis, absorvente de todos os poderes, espezinhador de todos os direitos, dispondo com arbítrio e arrogância de tudo e de todos numa constante afirmação de posso, quero e mando.

Assim se criou ao seu governo a reputação de um regime sinistro, sufocando o País onde as pessoas viviam oprimidas nos seus anseios, vigiadas nos seus passos, ameaçadas nos seus actos, amordaçadas na expressão dos seus sentimentos e opiniões, sujeitas a prisão por dá cá aquela palha com o risco de serem torturadas por uma polícia cruel.

Como era diferente a realidade! Poucos períodos da histórica política portuguesa decorreram sob tão grande preocupação da legalidade por parte dos governantes como os da vigência da Constituição de 1933. A experiência anterior demonstrara a tendência dos portugueses para confundirem liberdade com anarquia e a facilidade com que a vontade da maioria era manipulada por pequenos grupos e facções partidárias. Em 1926 existia um profundo e vigoroso anseio nacional de modificação das instituições e dos costumes governativos. E aceitava-se como verdade apodíctica que seria necessário limitar o exercício de algumas liberdades públicas interessando directamente a poucos para garantir a plenitude do gozo das outras que a generalidade das pessoas queria possuir e até aí não tinha. Porque destas dependia a segurança individual, a possibilidade do trabalho fecundo, o progresso real do País, a efectiva convivência cívica, a almejada paz social. E tudo isto Salazar garantiu durante quase meio século, com serenidade e com prudência, à sombra das leis e com o regular funcionamento das instituições, usando embora da autoridade.

Teria havido abusos da parte dos agentes da autoridade? Decerto que sim. Não conheço, porém, país ou regime que, no decorrer dos quarenta anos cobertos pelo governo de Salazar, anos de guerras quentes e frias, de revoluções, revoltas, conspirações e subversões, possa gabar-se de não ter conhecido abusos, e grandes, da autoridade ou da liberdade. Sim, também desmandos de liberdade, com avultada conta de vítimas e sequelas trágicas, como os da República espanhola – para não falar nas violências cometidas após a libertação de França ou com a queda do fascismo na Itália. O que se instaurou foi uma jurisprudência que perdoa e aplaude tudo quanto se passa desde que favoreça o que se julga ser a marcha progressista da História e condena em altos gritos, rasgando as vestes imaculadas da humanidade ofendida, aquilo que seja considerado ao arrepio do que convém.

Se não fosse o largo consenso em que se fundava o regime da Constituição de 1933, acaso teria sido possível mantê-lo durante quase meio século num pequeno País do extremo ocidente europeu, constantemente aberto à devassa indiscreta de todo o mundo e sujeito à influência das crises exteriores?

Quando após o 25 de Abril o atrevimento comunista quis impor-se ao País, o povo português soube repelir energicamente o totalitarismo marxista, mostrando com clareza que sabia o que queria. E era o mesmo povo que por diversas formas, incluindo o sufrágio livremente exercido, apoiara antes o regime cujo governo concebia a política como instrumento ao serviço do bem-estar da colectividade e não como jogo de egoísmos malabaristas em que, à sombra de bandeiras ideológicas alistadas em conluios internacionais, os partidos joguem aos dados as ambições de poderio.

Trata-se de um passado próximo. Mas que importa recordar, explicar, revivendo factos, ressuscitando personalidades, rectificando versões falsas ou tendenciosas. Porque esse passado está esquecido por muitos, é ignorado pela gente nova e está desfigurado, deturpado e vilipendiado pelo ódio de alguns»

Marcello Caetano («Minhas Memórias de Salazar»).

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«Temos reivindicado como atributo indispensável da independência política a nossa independência mental e moral, o nosso poder de revisão e de crítica das ideias feitas, das noções assentes, dos compromissos tomados, dos conluios de interesses, das sombras, dos vaticínios, das tétricas profecias. E contrariamente aos que puderam confundir independência e isolamento ou hostilidade, verificou-se, ao pormos claramente sobre a mesa das conferências os dados da nossa experiência – as nossas razões – que mantínhamos mais firmes as amizades antigas e granjeávamos novas simpatias e o respeito de todos.

Temos procurado que os princípios políticos e morais que seguimos e a que estamos ligados se distingam por uma vez corajosamente das fórmulas vazias, hipócritas, a ameaçarem converter a vida internacional em fariseísmo intolerável, em sábio processualismo inútil, já sem poder sequer salvar as aparências. A esses altos princípios da vida social, entre os indivíduos e entre os povos, entendemos que tudo o que lhes é inferior se deve sacrificar; mas o que por vezes se sacrifica são realidades tangíveis a concepções abstractas sem alicerces na razão nem vida no espírito dos homens.

Temos em terceiro lugar e semelhantemente ao que praticamos na ordem interna, defendido que a ordem internacional seja de direito e de facto resultante da conciliação de interesses nacionais, fora da abusiva intervenção de grupos ou partidos de uma outra nação, convencidos de que por outro modo só se conseguiriam multiplicar as dificuldades existentes e de que piores que nacionalismos, mesmos agressivos, são alguns internacionalismos da hora presente. Minando-se a segurança interna dos Estados, debilitando-se a coesão nacional, permitindo-se a criação de partidos políticos com acção e influência exterior, não se caminhou para uma Humanidade mais amiga, mais fraterna ou pacífica, mas para a hegemonia de um partido que, parodiando a raça eleita do Senhor, promete sacrilegamente a todos os povos a redenção pelo crime…» («A Guerra de Espanha e a Suspensão de Relações Diplomáticas», in Discursos e Notas Políticas, II, 1935-1937, Coimbra Editora, pp. 223-224).

Oliveira Salazar foi, de facto, na cena interna e internacional, o maior Estadista do século XX ao salvaguardar a existência histórica e espiritual de Portugal sem procurar agredir, minar ou destruir as demais soberanias nacionais no concerto da civilização ocidental. E fê-lo sem vacilar num mundo que mergulhava a pique numa guerra total – política, económica, psicológica, militar – consagrada ao caos, à anarquia e à subversão revolucionária no seio dos Estados e da população mediante o controlo dos meios de comunicação social, do aparelho administrativo e governamental, do sistema educativo, bem como através do incitamento à desordem civil, à chantagem, à difamação, ao assassínio político, à desinformação e ao uso e manipulação de elementos internos de uma nação para servir os interesses de um internacionalismo inimigo dos povos. Aliás, este último aspecto encontra-se perfeitamente descrito por Oliveira Salazar no âmbito das eleições de deputados para a Assembleia Nacional em 1961, numa altura em que já tinha deflagrado, por instigação externa, o terrorismo em Angola:

«… Ao que todos podemos assistir a presente campanha foi na verdade triste e altamente preocupante: os problemas básicos de política internacional e ultramarina foram versados de modo a não servir, antes a prejudicar os interesses da Nação. A argumentação repetida foi a dos inimigos de Portugal; e não pode constituir honra para ninguém que as oposições sejam saudadas pelos que combatem contra Portugal aqui, na ONU ou no Ultramar. Conhecimento mais completo dos motivos da campanha movida contra o País nos meios internacionais e que conduziram e alimentam a guerra contra territórios portugueses, aconselharia as oposições a maior discrição e a não serem cá dentro o joguete de grandes interesses em causa. As oposições tiveram a maior dificuldade em sacar do imbróglio das suas concepções o reconhecimento da integridade da Nação como imperativo dos Portugueses, e do dever de a defender; mas os que não são cegos compreendem que, pelos caminhos entrevistos e mal definidos, não se chegaria a garanti-la efectivamente, como todos disseram desejar.
Entretanto a nossa gente bate-se e morre em Angola, como já se bateu e morreu noutras partes do território ultramarino. Bate-se e morre pelo Governo actual? Que ideia! Vai bater-se amanhã pela democracia? Que engano! Bate-se e bater-se-á com este ou outro Governo pela Nação que é uma realidade tangível, e que o povo sente bem na pureza do seu instinto patriótico e à margem da torcida filosofia dos doutores.

Diante de coisas tão sérias como sermos ou não sermos, cumprirmos ou não cumprirmos a nossa missão no Mundo, eu sou o primeiro a não estranhar que o Chefe de Estado não tenha entregue o Governo aos oradores da oposição.

Temos pois de concluir que foi cometido grave erro por alguns condutores do povo, e que tem de ser o mesmo povo, cerne da Nação, a corrigir agora tal erro no acto eleitoral. Ele tem de corroborar por votações maciças uma política de salvação nacional; ele tem de destruir a ideia que pudesse ficar deste debate de um país dividido que não conheceria o seu norte. O que se passou há-de entender-se apenas como a infelicidade de alguns pastores se haverem perdido nos caminhos da serra, sem terem conseguido extraviar o rebanho.

O povo português compreende a minha linguagem. Sabe que nada me interessa senão servir o melhor possível o interesse comum. E se eu lhe digo que a retaguarda é para ser defendida tal como a frente em África ou na Índia, é porque sei que isso é condição da vitória e esta tem de ser ganha por todos» (in «Apelo ao Povo», palavras proferidas por Sua Excelência o Presidente do Conselho, Prof. Oliveira Salazar, ao Microfone da Emissora Nacional, em 9 de Novembro de 1961, SNI).

Não há dúvida: Oliveira Salazar agiganta-se cada vez mais perante a horda de pigmeus da política criminosa que nos últimos quarenta anos entregaram Portugal aos poderes e organizações do globalismo invasor. Foi, além do mais, o último grande Estadista português que ficará na memória de futuras gerações – caso as haja! -, e que assim procurem estudá-lo e compreendê-lo à revelia de uma engenharia universitária que tudo distorce, corrompe e falsifica. Quanto aos pretensos e nominais democratas de ontem e de hoje, ninguém se lembrará deles senão pelas piores razões, ou tão-só pelo que se poderá sintetizar da seguinte forma: TRAIDORES de LESA-PÁTRIA.

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«O embaixador e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Nogueira, por seu lado, ao tempo do anterior regime, marcou igualmente uma posição clarividente na análise dos vários problemas da política externa do País, nas assembleias de todo o mundo. A sua inteligência e cultura, o exacto e perfeito conhecimento dos problemas e das situações, o seu espírito realista e acendrado patriotismo – permite considerá-lo, com inteira justiça, uma das individualidades de mais evidência na vida portuguesa [de ontem].

Tal como o Prof. Oliveira Salazar (…), também Franco Nogueira seguiu coerentemente um pensamento político que se inseria profundamente nas coordenadas do interesse nacional. As palavras que vamos transcrever, são exemplo disso e constituem a resposta à pequenez dos que demagogicamente e vazios de alma se apresentaram em 25 de Abril como “salvadores da Pátria”…

Ouçamo-lo:

“… Eu diria, antes de mais, que afirmar a inviabilidade de o homem negro se integrar na sociedade portuguesa constitui uma atitude ou posição racista. Não se pode integrar, porquê? Acaso se considerará que o negro é tão inferior que não pode “atingir” o modo de vida português? Acaso se julgará a sociedade portuguesa tão elevada e tão superior que homens de outras raças não são dignos de se integrarem naquela? A verdade é que, no plano moral como no plano sociológico, as duas sugestões são de repudiar. Não há raças que por definição sejam superiores ou inferiores, e a história diz-nos que só os países formados por raças diferentes e misturadas têm sido criadoras e desempenhado papel de relevo. Por outro lado, reparemos em que a orientação ideológica dos que negam a integração do negro africano na sociedade portuguesa é idêntica à dos que reclamam e defendem, e com razão, a integração do negro americano na sociedade norte-americana, que é de maioria branca. Em que ficamos? Por que motivo essa integração é legítima e viável num caso e não é no outro? E o Brasil: não temos aí um caldeamento de raças? Por que não será praticável conseguir o mesmo em Angola e Moçambique? Por estarem geograficamente separadas? Mas não se conseguiu já aquele objectivo em Cabo Verde? E apesar das ilhas de Hawai e do Alaska serem habitadas por chineses, japoneses, malaios, indonésios, esquimós, não foram todos integrados na sociedade norte-americana? Poderia citar muitos outros exemplos e casos. Por que há-de ser um mito no caso português? Aliás, a democracia racial é uma funda tradição portuguesa”.

(…) “Quanto ao ‘Dossier’ político do Ultramar, é constituído pelas resoluções da ONU contra Portugal e pelas notas, declarações e respostas dos responsáveis portugueses. Tudo tem sido largamente divulgado, em várias línguas, e sempre a Imprensa portuguesa deu publicidade a todos aqueles documentos. A verdade é que a doutrina portuguesa e seus fundamentos tem sido repetida e exposta em refutação dos critérios arbitrários que as Nações Unidas nos pretendem impor, e esses critérios da ONU constam dos textos das resoluções votadas contra nós. Tais textos são bem claros: exigem a retirada imediata de todas as Forças Armadas e de Segurança, a criação de partidos políticos africanos que forem indicados pela Organização da Unidade Africana, o reconhecimento dos chefes terroristas que forem escolhidos pela mesma organização e a entrega do governo aos mesmos, depois de um processo organizado e supervisado pela ONU. Alguém de boa-fé terá dúvidas sobre os resultados inevitáveis a que tudo aquilo conduziria? Mas tudo isto está publicado e republicado, e parece-me inconcebível que possa alegar-se desconhecimento daqueles textos fundamentais. Será inacreditável que alguém possa debater a política ultramarina portuguesa sem haver estudado as resoluções da ONU contra Portugal e como os textos são bem claros teremos de concluir que os que recomendam a nossa anuência às decisões das Nações Unidas aceitam as consequências da aplicação de tais textos: a entrega do Ultramar”.

(…) “Ora, o Ultramar não é negociável, e não sei de país que aceite compromisso sobre direitos nacionais. Por outro lado, temos de compreender que a ONU não é um orgão de negociação firme e final. Suponhamos que se chegava a um qualquer arranjo ou acordo com a ONU. Pensar-se-á que era final e definitivo? Seria ingénuo acreditá-lo. Nos termos do regulamento da Assembleia, esta pode “sempre” reabrir todo o qualquer problema por decisão de simples maioria. Um acordo a que chegássemos numa sessão da Assembleia, e desde que a não satisfizesse completamente, seria posto em causa na sessão seguinte; e assim, de compromisso em compromisso e sempre para “apaziguar” a ONU, cederíamos em tudo. Estávamos a praticar a política da organização de Nova Iorque e não a nossa. Tal atitude filia-se numa doentia tendência nacional para pensar que os princípios e as doutrinas “dos outros” é que são bons, e que a eles devemos confiar a protecção dos nossos interesses. Não: com a ONU apenas seria viável negociar o “calendário” da entrega do Ultramar, e mesmo assim sob condição de que a entrega fosse feita num período de meses muito curto”. (…) [Que assim era, provou-se com a viagem feita pelo Dr. António de Almeida Santos, no princípio de Dezembro de 1974, às Nações Unidas, levando consigo um “calendário” para as independências da Guiné e Cabo Verde, Angola e Moçambique, a conceder em prazo inferior a um ano. Punha apenas ressalva quanto a Timor que, segundo o ministro da Coordenação Interterritorial, “parece desejar continuar ligado a Portugal”. Visão, pois, correcta a de Franco Nogueira]. (…) E não [menos espantosa a revelação feita pelo ministro português (Almeida Santos) de que Portugal havia já contribuído, ou dispenderia, até ao final do ano, 230 milhões de dólares (seis e meio milhões de contos) com a assistência financeira, não reembolsável, para apressar o processo de descolonização…].

(…) “A nossa História diz-nos que é precisamente em torno do fenómeno ultramarino que se estabeleceu sempre a unidade nacional, e que é o Ultramar que tem suscitado os grandes movimentos colectivos. Há mesmo quem sustente que a preocupação de salvar o Ultramar ajudou a impulsionar a revolução de 1640: a tese é lançada, por exemplo, por Jaime Cortesão. E já neste século [XX] o fenómeno se produziu. Basta ler textos de grandes vultos da I República, Augusto Soares, António José de Almeida, João Chagas, Teixeira Gomes, Brito Camacho, Bernardino Machado, e muitos outros, todos tinham a peito a defesa ou integridade do Ultramar. Não se disse, aliás, que foi para o defender que o País entrou e se bateu na Primeira Grande Guerra? Estes argumentos são de natureza histórica, e são válidos, mas não precisamos de nos socorrer deles para verificar que o Ultramar é a realidade que permite estruturar um autêntico movimento de base nacional – porque o Ultramar é que dá um sentido de destino colectivo e nos autoriza a ter uma ampla visão de progresso e de desenvolvimento” (Entrevista concedida a João Coito, para o “Diário de Notícias”, em 1969).

São igualmente do embaixador Franco Nogueira as palavras que se seguem, proferidas em Abril de 1970, na Assembleia Nacional, e que não deixam também de se revestir do maior interesse e actualidade:

“Acaso alguém pensará que, amputados e cingidos ao território europeu, seríamos pelo menos mais prósperos?

A realidade básica da Nação Portuguesa é constituída pelo indissolúvel conjunto de Metrópole e Ultramar. É este conjunto que a todos nos dá a força económica, o potencial estratégico, a dimensão política. Acaso alguém pensará que reduzidos à Metrópole seríamos no Mundo o que realmente somos? E acaso alguém pensará que, amputados e cingidos ao território europeu, seríamos ao menos mais prósperos? Só podem julgar assim os que, há pouco chegados, e impressionáveis perante noções abstractas, e insensíveis a outros valores que não sejam os da sua tecnocracia, e nada vendo para além de horizontes limitados – são por tudo isso incapazes de distinguir o que é artificial e efémero do que é real e permanente, e por isso, no seu deslumbramento perante frases e noções aparentemente novas, não sabem ver quanto as mesmas têm de velhas, ou como são lançadas para servir interesses e objectivos alheios. Ou então só podem julgar assim aqueles que, sem coragem para explicar o seu pensamento integral, procuram na realidade propagar e fazer aceitar opções económicas que antecipadamente sabem conduzir depois a opções políticas que se tornavam então inevitáveis: e assim, através do pretexto de um progresso e de um desenvolvimento que por essa via não conseguiríamos, se frustrariam, os sentimentos e a vontade que ainda em Outubro último a Nação bem exprimiu por sufrágio”.

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Testemunhos da fraude.

(…) o Povo Português [não se] apercebera completamente do ocorrido a 25 de Abril e logo no dia seguinte se faziam distribuir pelos militantes do CDE panfletos incendiados a clamar vinganças, a convidar ao atropelo e à violência revolucionária, apontando que “o caminho da liberdade é, hoje, o caminho da rua”.

Quando se fizer a história miúda do 25 de Abril da traição, hão-de surgir à superfície os responsáveis, os que consentiram, com a sua pusilanimidade, na destruição do País. A demagogia delirante dos chefes socialistas e comunistas, orquestrada ao nível dos orgãos de comunicação social – levaram rapidamente a uma rotação de 180 graus do corpo social da Nação. As contestações de rua, os plenários nos locais de trabalho, os saneamentos selvagens nas empresas e nos próprios organismos públicos, a desarticulação nos orgãos administrativos do poder local, o retraimento das forças de segurança pública, a quebra de autoridade e do respeito da lei – teriam fatalmente que gerar o caos, a desordem institucional, as reivindicações irrealistas, a agressividade dos trabalhadores, numa palavra: o pandemónio da desorganização total. Teimava-se chamar a isto uma revolução. Mas revolução de quê? Revolução da vergonha, dos ódios, das vinganças, das ambições desmedidas de certos homens pela inversão completa dos valores supremos. Apoucam-se os símbolos da Pátria na pessoa dos seus heróis, dos seus santos, dos seus grandes poetas e escritores, dos seus homens de arte, dos seus estadistas eméritos, que a História projecta no tempo, na dimensão que só o tempo dá!

Qualquer cáca-rala vindo de exílios equívocos, entre políticos e homens de letras e de ciência, de cambolhada com desertores, refractários, salteadores de bancos – os “grandes cérebros” de que falava Mário Soares, arrogava-se falar de alto sobre complexos problemas da vida nacional, com tamanho desgarro e atrevimento, que as pessoas de bem quedavam-se perplexas e aturdidas. Foi a essa ralé, a essa escória entornada do esgoto de uma Europa em crise, que se fez presente do País que éramos em Abril de 1974!

(…) Efectivamente (…), em solene comunicação ao País, amplamente divulgada, o presidente Spínola, a 27 de Julho [de 1974], fazia perante milhões de portugueses, emocionados e estupefactos, o seu “hara-kiri” político. Cedendo definitivamente a pressões internas e externas, acabava de proceder por esse modo brutal à entrega pura e simples do Ultramar aos inimigos da pátria portuguesa, com grave atropelo ao estabelecido no Programa do MFA e no decreto-lei n.º 203/74. Satisfazia-se, desse modo, a aspiração máxima de socialistas e comunistas, de Soares e de Cunhal: deixar, por qualquer preço, os territórios, com vidas e haveres de milhões de negros e de brancos portugueses, à voracidade de interesses neo-colonialistas estranhos a Portugal, com todas as suas dolorosas consequências. Seria o começo da descolonização exemplar.

A Lei constitucional n.º 7/74 decretada pelo Conselho de Estado, promulgada na véspera, havia criado o quadro de legitimidade constitucional à perpetração deste crime de lesa-Pátria [assinaram pelo Conselho de Estado, sem qualquer declaração de voto, o dr. Azeredo Perdigão, Professora Magalhães Colaço, Prof. Freitas do Amaral (CDS), entre outros, dando assim o seu acordo tácito a tão brutal e arbitrária decisão…]».

João M. da Costa Figueira («25 de Abril: A Revolução da Vergonha»).

«A denominação dos movimentos terroristas FRELIMO, MING e MPLA como “movimentos de libertação” é eufemística e falsa. Na realidade, essas organizações foram lançadas e financiadas por forças do exterior. Nenhuma delas assegurou às populações locais, após a independência, qualquer forma de “libertação”. Nenhuma destas organizações conseguiu a democracia ou assegurou os direitos dos cidadãos. A FRELIMO, MING e MPLA são responsáveis por ditaduras comunistas e não podem ser designadas, tal como, por exemplo, a Frente de Libertação Nacional do Cambodja (Khmer Vermelho), como “movimentos de libertação”».

Philippe Maegerle («Salazar», NEOS, 1999).

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«Uma palavra sobre Angola. Estamos sendo vítimas ali de ataques que a princípio pretenderam acobertar-se sob a capa de sublevação das populações ansiosas por não continuarem integradas na Nação Portuguesa. O entusiasmo dos libertadores africanos porém não permitiu ocultar senão por pouco tempo a sua intervenção no recrutamento, financiamento e treino dos elementos estrangeiros que através de Estados limítrofres penetram em Angola. De modo que hoje não pode já afirmar-se que há ali uma revolta de carácter mais ou menos nacionalista, mas que uma guerra é conduzida por vários Estados contra Portugal, num dos seus territórios ultramarinos. Ora, duas coisas se devem ter por certas: a primeira é que, ao atacar-se Angola, não se ataca só Portugal, mas se está pretendendo enfraquecer as posições, e não só estratégicas, de todo o mundo ocidental; a segunda é que os que atacam, os que apoiam, os que ajudam com a sua indiferença, estão a agir contra os verdadeiros interesses das populações de Angola, só com retardar-lhes o desenvolvimento pacífico e com levar ali a semente do antagonismo racial que não existia e é hoje (…) o principal obstáculo ao progresso e bem-estar do continente africano».

Oliveira Salazar («Realidades da Política Portuguesa», SNI, 1963).

Quem diz Angola ou Moçambique diz corolário da actuação lusíada naqueles territórios africanos, em todos os domínios materiais e morais. Desde a delimitação das fronteiras ao que concerne à língua culta, à saúde, educação, vias de comunicação, agricultura e pecuária, comércio e indústria – tudo quando é fruto da civilização é obra incontestável de portugueses, civis, militares e religiosos, que tiveram o condão de merecer a colaboração franca e leal dos nativos… Antes da presença lusíada não havia Angola nem Moçambique, sequer no nome…».

José Pinheiro da Silva («Algumas Palavras», in «Comentários às Quase Memórias de Almeida Santos», de Silvino Silvério Marques).

«Tem a Rússia, desde os tempos dos seus grandes doutrinadores, uma política igualmente definida quanto à África: a sua subversão como meio de contornar a resistência da Europa. O trabalho de subversão e desintegração africana tem sido sistemática e firmemente conduzido pela Rússia e nesta primeira fase, que é apenas expulsar a Europa de África e subtrair quanto possível os povos africanos à influência da civilização ocidental, estão à vista os resultados obtidos.

Ora, talvez por força do seu idealismo, talvez também por influência do seu passado histórico que aliás não pode ser invocado por analogia, os Estados Unidos vêm fazendo em África, embora com intenções diversas, uma política paralela à da Rússia. Mas esta política que no fundo enfraquece as resistências na Europa e lhe retira os pontos de apoio humanos, estratégicos ou económicos para a sua defesa e defesa da própria África, revela-se inconciliável com a que pretende fazer através do Tratado do Atlântico Norte. Esta contradição essencial da política americana já tem sido notada por alguns estudiosos, mesmo nos Estados Unidos, e é grave, porque as contradições no pensamento são possíveis mas são impossíveis na acção».

Oliveira Salazar («O Ultramar Português e a ONU»).

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A farsa dos partidos políticos.

«… Em numerosos países, e em Portugal sem dúvida, a noção, o espírito, a finalidade dos partidos corromperam-se e as agremiações partidárias converteram-se em clientelas, sucessiva ou conjuntamente alimentadas pelo Tesouro. Findo o período romântico, ou até antes disso, que se segue às revoluções ditas liberais do começo do século XIX e em que os debates parlamentares revelavam com erudição e eloquência preferência pelas grandes aspirações nacionais, a realização partidarista começou a envilecer-se. Duvido se alguma vez representou o que se esperava; desde os meados do século passado até 1926 – em monarquia e em república – a vida partidária tem seus altos e baixos mas deixa de corresponder aos interesses políticos e distancia-se cada vez mais do interesse nacional. A fusão ou desagregação de partidos, as combinações políticas são fruto de conflitos e de paixões, compromissos entre facções concorrentes, mas nada têm que ver com o País e os seus problemas.

Aqui e além tenta-se regulamentar, moralizar, constitucionalizar a vida partidária. Tudo embalde. Um partido, vários partidos dispõem do poder – são governo; mas não se encontra, como poderia supor-se, relação concreta nem entre os actos de governo e os programas partidários nem entre os programas e as exigências da Nação. Nós chegámos aos últimos extremos na república parlamentar com 52 governos em menos de 16 anos de regime.

A única conclusão possível é que a fórmula partidária faliu e de tal modo que apregoá-la como solução para o problema político português não oferece o mínimo de base experimental que permita admiti-la à discussão. Mas pode ir-se mais longe e invocar para contra-prova a experiência de mais de vinte anos de política sem partidos, de política nacional simplesmente.

O espírito de partido corrompe ou desvirtua o poder, deforma a visão dos problemas de governo, sacrifica a ordem natural das soluções, sobrepõe-se ao interesse nacional, dificulta, se não impede completamente, a utilização dos valores nacionais para o bem comum. Este aspecto é para mim dos mais graves».

Oliveira Salazar («O Meu Depoimento», Discurso de S. Ex.ª o Presidente do Conselho, na Sessão Inaugural da II Conferência da União Nacional, no Porto, em 7 de Janeiro de 1949).

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Como bem podemos compreender, a visão messiânica de Salazar cumpriu-se na integra, ficando este país na mão de verdadeiras associações criminosas que dão pelo nome de partidos políticos, organizações que não passam de meros instrumentos ao serviço de outras organizações, falamos de maçonaria, o que como todos sabemos são organizações que se dedicam a desviar, manipular, roubar e minar o sistema de forma a que tenham total liberdade de saquear a coisa pública.

Foi tal o domínio destas instituições sobre o sistema político que em 1976 fizeram uma nova constituição, constituição esta que se revestiu de uma verdadeira fraude, um assalto encapotado à nação, uma constituição marxista, uma constituição PREC em que foi legitimado um regime que apesar de denominado de democracia nunca passou de uma ditadura plutocrática partidária, a partidocracia.

Como explicar o estado lastimável em que nos encontramos nos dias de hoje, de um estado financeiramente auto-suficiente, com um crescimento económico superior a 10% ao ano, com todos os indicadores de desenvolvimento em crescendo, chegámos a esta miséria material, humana e sobretudo intelectual, tendo este povo acedido e alinhado numa brutal campanha de imbecilização em massa promovida pelo regime comuno-socialista, o regime das amplas liberdades, o regime da falsidade e do embuste, o regime que serve não a sua nação, mas sim os interesses internacionais instalados, os interesses daqueles que verdadeiramente são os donos disto tudo, os interesses da alta finança internacional que não olha a meios para subverter todo e qualquer regime ao seu domínio.

Voltando ao caso das nossas províncias ultramarinas, sim províncias ultramarinas e não colónias como muitos propalam falsamente, territórios onde verdadeiramente convivemos por cinco séculos respeitando sempre os autóctones, as suas tradições, o seu modo de vida, a sua cultura, acima de tudo humanizando e promovendo o bem estar e convivência entre esses mesmos povos na sua maioria tribais. Povos com quem nos mestiçámos, povos a quem trouxemos verdadeiro desenvolvimento, povos que no fundo civilizámos, povos a quem abrimos novos horizontes, nova esperança de vida.

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Terá sido o objectivo da pseudo revolução a miséria e subdesenvolvimento nos territórios por nós antes habitámos, ou apenas um alinhar nos planos maquiavélicos da Nova Ordem Mundial? Para mim África foi um continente sacrificado pelo imperialismo, não digo soviético, mas mundial, pois para mim apenas uma entidade governa ou tenta governar este mundo, tudo o resto é jogo de bastidores, o típico fait divers.

«Uma nação, sobretudo quando bem antiga, não é o dia que vive: é o conjunto dos séculos passados, e a preparação constante para os séculos que hão-de vir. No decurso do seu itinerário, uma nação vai acumulando sabedoria, experiência colectiva, instintos quase secretos que se transmitem de geração em geração. Quando o seu passado é já longo, como no caso português, tornam-se patentes linhas de acção que, por repetidas sem desvio, se têm de haver como constantes. Por outro lado, no rodar do tempo, surgem muitos homens de talento e alguns de génio que, emergindo da colectividade, sabem reflectir os sentimentos desta e exprimir uma visão dessa colectividade na sua trajectória. Ao cabo de muitos séculos, não se afigura plausível que aquelas linhas de acção, sempre coincidentes, estejam erradas, ou que esses homens, actuando sempre da mesma maneira, se hajam enganado. Além do mais, a nação subsistiu, sobreviveu, manteve-se, continuou. De modo que o simples bom senso e a prudência, além da modéstia, levam a atentar nas lições de homens que sabiam e valiam bem mais do que nós, os homens de hoje…»

Franco Nogueira («Diálogos Interditos»).

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«Tive a oportunidade de contactar com os livros de Solzhenitisin em São Paulo. O interesse dos prisioneiros por tais livros era tal que acabavam por ficar completamente deteriorados pelo uso. Perguntar-me-ão como os consegui introduzir na prisão. Graças à ignorância do guarda que assistia à entrada da minha comida. Para ele era apenas um livro soviético… “um dos nossos”. O Arquipélago de Gulag repetiu-se, de facto, em Angola, muitas vezes actualizado numa desumanidade maior…».

Américo Cardoso Botelho («HOLOCAUSTO em ANGOLA»).

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Na primeira reunião dos Bilderberg, os fundadores estabeleceram a sua missão e objectivos. Segundo um observador, continuaram na mesma linha: “A intenção subjacente a toda e qualquer reunião Bilderberg era criar uma “Aristocracia de finalidades” entre a Europa e os Estados Unidos, e chegar a acordo sobre questões políticas, económicas e estratégicas ao governar o mundo em conjunção. A aliança da NATO foi a base de operação e subversão crucial porque lhes dava um substrato para os seus planos de “guerra perpétua”, ou pelo menos para a sua “política de ‘chantagem nuclear'”.

Irei ilustrar isto amplamente, à medida que formos retirando as camadas de sigilo e expondo as verdadeiras intenções dos Bilderberg que, a propósito, eram demasiado claras para o então Presidente francês, o General Charles de Gaulle.

Na sua newsletter de Outubro de 1967, Les Documents, Politiques, Diplomatiques et Financiers, o investigador político Roger Mennevee analisou a relaçaõ dos Bilderberg com De Gaulle. Começou o seu relatório com uma observação espantosa em como “todas as personalidades francesas que se associaram ao Club Bilderberg como, por exemplo, Georges Pompidou, Antoine Pinay e Guy Mollet, também eram os opositores mais denodados à política nuclear de Charles de Gaulle”, conhecida como force de frappe. Pompidou era Primeiro-Ministro. Pinay e Mollet, ministros do governo francês.

Porquê esta aliança? Porque um dos principais objectivos do Clube era submeter a soberania das nações livres da Europa a um Governo Único Mundial britânico e americano, controlado pelos Bilderberg, mediante ameaça nuclear como aríete contra o resto do mundo pertinaz. Ora, para controlar a Europa, era vital eliminar o dissuasor nuclear francês, mesmo que esse dissuasor fosse vital para conter a ameaça nuclear soviética. Jean Lacouture, biógrafo do General de Gaulle, disse, “De Gaulle teve de marcar uma posição de força indisputável na Europa contra a orientação britânica de livre mercado para uma Nova Ordem Imperial Mundial. Por isso é que a França teve de ser um dos três pilares do mundo livre, ao contrário de uma das colunas do Templo Europeu”.

Se analisarmos os pontos da ordem de trabalhos das reuniões Bilderberg desde 1954, o que mais se destaca é a tentativa de gerir e controlar diferenças de ideologia entre as aristocracias americanas e europeias, no que toca ao modo como estes dois grupos devem saquear o planeta. Por exemplo, na página sete do Relatório Geral da reunião Bilderberg de 1995, temos a “remoção de incompreensões e possíveis suspeitas entre os países da Europa Ocidental e os EUA perante perigos, que assolam o mundo”.

Desde 1954, os Bilderberg têm representado a elite e a riqueza absoluta de todas as nações ocidentais – banqueiros, industriais, políticos, líderes empresariais de multinacionais, presidentes, primeiros-ministros, ministros das finanças, secretários de estado, representantes do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, presidentes de conglomerados de comunicação social mundial, e líderes militares.

Em Setembro de 2005, num gesto que visava contrariar acusações de conspiração por parte do Clube Bilderberg, e que abriria um precedente, o presidente do Clube, Visconde Étienne Davignon, de setenta e três anos, deu uma entrevista a Bill Hayton da BBC. Apresentou uma finalidade mais benigna para as reuniões privadas do grupo: “Parece-me simplesmente que são pessoas influentes interessadas em falar com outras pessoas influentes, num fórum que lhes permita falar livremente e examinar as suas diferenças de opinião sem críticas e debates públicos sobre as suas opiniões”. Davignon negou que os Bilderberg quisessem estabelecer uma classe dirigente global, “porque não me parece que exista tal coisa, uma classe dirigente global”. Em contrapartida, alegou que, “Os negócios influenciam a sociedade, e a política influencia a sociedade – trata-se de bom senso. Não é que os negócios contestem o direito de líderes democraticamente eleitos de liderar”.

Têm-se travado guerras pela expansão do território, mas nesta nova era da globalização, em que os negócios e a política dependem um do outro para sobreviver, domina o controlo económico. Independentemente das alegações do presidente Bilderberg, não há dúvida de que o Clube exerce controlo económico sobre o comércio mundial. O facto é que o público não tem conhecimento das suas reuniões anuais. Encontram-se em segredo para debater estratégias globais e chegar a consenso sobre um vasto leque de assuntos. Tal sigilo é suspeito, e o meu objectivo é desvendar o segredo dos Bilderberg e demonstrar como este clube privado de líderes mundiais e agências interligadas continua a tentar subjugar todas as nações livres ao seu jugo mediante leis internacionais que manipulam e ordenam às Nações Unidas que administrem.

Os Bilderberg “mandam” nos bancos centrais e estão, por conseguinte, em posição de determinar taxas de desconto, níveis de disponibilidade de dinheiro, taxas de juro, o preço do ouro, bem como quais os países que recebem empréstimos. Ao manipularem o dinheiro acima e abaixo na cadeia empresarial, os Bilderberg criam milhões de dólares para si próprios. A ideologia de dinheiro e desejo de poder impele-os.

Todos os presidentes americanos desde Eisenhower pertencem ao Clube Bilderberg, embora nem todos tenham estado pessoalmente nas reuniões, mas todos mandaram representantes. Outro membro é o agora ex-Primeiro-Ministro Tony Blair, bem como a maioria dos principais membros do governo britânico. Até o anterior e prestigiado Primeiro-Ministro canadiano, Pierre Trudeau, foi membro. Dentre os anteriores convidados do Clube Bilderberg encontram-se Alan Greenspan, antigo presidente da Reserva Federal; Hilary e Bill Clinton; John Kerry; Melinda e Bill Gates; e Richard Perle.

Outros membros são aqueles que controlam o que vemos e lemos – barões da comunicação social como David Rockefeller, Conrad Black (o agora caído em desgraça ex-proprietário de mais de 440 publicações periódicas em todo o mundo, do Jerusalém Post ao mais recente diário canadiano, The National Post), Edgar Bronfman, Rupert Murdoch e Sumner Redstone, CEO da Viacom, conglomerado de comunicação social internacional que toca praticamente em todos os principais segmentos da indústria. Protegeram o segredo desta sociedade secreta, e pode ser por isso que o nome “Bilderberg” é novo para o leitor.

Para onde quer que se olhe – governo, grandes empresas e qualquer outra instituição em busca do poder -, a chave do controlo é o segredo. Reuniões como, por exemplo, da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE), G8, Organização Mundial de Comércio, Fórum Económico Mundial, Bancos Centrais, Conselho de Ministros da União Europeia e Comissão Europeia, cimeiras da UE, gabinetes de governo, inúmeros grupos de reflexão, etc., são sempre conduzidas à porta fechada. A única razão possível para isso é que “eles” não querem que nós saibamos de que falam. A desculpa esfarrapada para encobrir as coisas – “não é do interesse público” – significa na verdade que não é do interesse das instituições no poder que o público saiba o que debatem e decidem.

Além desta relutância em revelar os trâmites das reuniões, o princípio do segredo estende-se aos fóruns e às reuniões propriamente ditas; ou seja, e regra geral, nem sequer sabemos que as ditas reuniões se realizam, quanto mais o que se planeia e discute nelas. “Há o Fórum Económico Mundial em Davos em Janeiro/Fevereiro, as reuniões Bilderberg e G8 em Abril/Maio, e a conferência anual do Fundo Monetário Internacional/Banco Mundial em Setembro. Surge uma espécie de consenso internacional que passa de uma reunião a outra, mas não há ninguém a conduzi-lo. Este consenso torna-se no pano de fundo para os comunicados económicos do G8; passa a ser o que condiciona o Fundo Monetário Internacional quando este impõe um programa de ajuste à Argentina, e redunda naquilo que o Presidente americano propõe ao Congresso”.

Segundo o projecto de documento Bilderberg de 1989, a primeira reunião “nasceu da preocupação, expressa por muitos cidadãos de topo em ambos os lados do Atlântico, de que a Europa Ocidental e a América do Norte não trabalhavam tão estreitamente quanto deveriam, em matérias de importância vital. Sentia-se que a existência de debates regulares e oficiosos ajudaria a criar um entendimento melhor das forças complexas e principais tendências que afectam as nações ocidentais no difícil período do pós-guerra”.

Lord Rothschild e Laurence Rockefeller, membros fulcrais de duas das mais poderosas famílias do mundo, escolheram a dedo 100 pessoas da elite mundial para o objectivo secreto de regionalizar a Europa, segundo Giovanni Agnelli, falecido presidente da Fiat, que também disse, “A integração europeia é a nossa meta, e onde os políticos falharam, nós industriais contamos triunfar”.

“Aqui não se faz política; são tudo conversas, algumas banais e vulgares”, disse Will Hutton, editor londrino do Observer, que participou na reunião Bilderberg de 1997. “Mas o consenso alcançado é o cenário em que se faz política no mundo inteiro”.

Segundo o fundador, Príncipe Bernardo da Holanda, citado na biografia autorizada de Alden Hatch, cada participante Bilderberg é “magicamente despojado do seu cargo” quando entra na reunião, e torna-se “um simples cidadão do seu país durante toda a conferência”. O Príncipe Bernardo, que faleceu em 2004, era pai da Rainha Beatriz da Holanda e amigo íntimo e colega do Príncipe Filipe da Grã-Bretanha. “Quando estes representantes do establishment ocidental saem de uma reunião Bilderberg”, disse ele, “levam o consenso do clube com eles. Os energéticos debates Bilderberg destinam-se a edificar a união por resolução das diferenças, e como tal certamente que têm influência nos participantes”.

Deveras, desde o momento em que a Conferência Bilderberg é encerrada, o que parece acontecer – “quase por acaso” – é que o consenso a que se chegou em diversas áreas de discussão na reunião anual Bilderberg é denodadamente fomentado por esses interesses políticos e comerciais todo-poderosos, pela imprensa instituída, enquanto se tornam política comum para as forças internacionais governantes de sensibilidades aparentemente diferentes».

Daniel Estulin («Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg»).Resultado de imagem para reserva federal dos estados unidos stealing from you since 1913

E para terminar, a palhaçada dos militares de Abril, vulgo os irresponsáveis, ou melhor, os vendidos, que afinal foram manipulados como vulgares marionetas nas mãos da maçonaria internacional…

…talvez tenha sido a inveja um dos grandes motivos que levou a sermos aquilo que somos hoje, a inveja da nossa história quase milenar, a inveja da nossa cultura, a inveja da nossa forma de ser e de estar no mundo, a inveja da nossa boa relação com todos os povos do mundo, a inveja de sermos na verdadeiros, primeiros e verdadeiros globalizadores, a inveja de sermos autónomos e auto-suficientes, a inveja da nossa alma e raça, em suma a inveja de sermos gente de verdade, de sermos portugueses.

Tantos motivos e mais alguns que motivaram o ódio que nos tinham, como não nos conseguiram dominar de outra forma devido à nossa resiliência, então destruíram-nos o sonho de termos um grande futuro na nossa frente, quem ganhou no meio disto tudo, que me lembre ninguém, excepto os senhores do grande capital, vulgo “os senhores do mundo”, a corja de vampiros que se alimenta de sangue humano, que se alimenta da miséria alheia, que se alimenta de tudo aquilo que consegue dominar, domínio, isso mesmo, foi  o que originou este regime tirânico e autocrático.

«No fundo, [o 25 de Abril de 1974] não passou de um pequeno episódio num percurso que se pretende que conduza à formação de um Governo Mundial, que já tem no seu activo um número elevado de vitórias e de vítimas».

Fernando Pacheco de Amorim («25 de Abril. Episódio do Projecto Global»).

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Pergunto eu, hoje quem são estes senhores que fizeram a tal revolução, vivem à pála de quem, vivem de quê e o que fizeram para terem a vida abastada que hoje têm, só tenho realmente uma palavra para definir tão vil gente, criminosos de lesa pátria, que como tal deveriam ter sido julgados e condenados por crime de alta traição. Que mensagem terá esta gente a dar ao povo que sabemos ter sido enganado, traído e arruinado por esta cambada, onde estão as 870 toneladas de ouro e as divisas que se encontravam no Banco de Portugal à data da revolução, onde pára o dinheiro do Fundo do Ultramar, onde para o dinheiro prometido pelos Estados Unidos pela descolonização dos territórios ultramarinos, alguém me sabe responder por acaso, eu não sei a resposta, mas calculo que não seja muito difícil adivinhar para onde foi todo esse dinheiro…

Foto de Alexandre Sarmento.

Pois 48 anos de terror, como diz o cartaz, mas talvez muitos e bons anos de reorganização de um país, anos de preparação de um país para os desafios do futuro, um país em crescendo, um país que se aproximava dos patamares mais elevados no que diz respeito a educação, saúde, em suma estamos a falar de desenvolvimento humano, ocupávamos mesmo em 1974 o 23º lugar do ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano, patrocinado pela ONU, o mesmo se passando com as nossas províncias ultramarinas, sendo mesmo elas próprias um modelo a seguir no continente africano.

Hoje somos o quê como país, somos o quê como nação, sinceramente um resquício daquilo que fomos outrora, um pais limitado a um pequeno rectângulo com duas regiões insulares autónomas, um território moribundo vendido a retalho aos interesses internacionais, uma nação sem horizontes, uma nação sem esperança, uma nação sem capacidade de reacção, uma nação aparvalhada pelos gadgets e embustes modernos, os media, o tão adorado futebol e já nem falo de mexericos tais como novelas e reallity shows.

Realmente é caso para dizer “com doces e bolos se enganam os tolos”, e bem tolos, pois caíram que nem patinhos num jogo para o qual não estavam preparados, especialmente a nível intelectual, uma sociedade que se isenta de pensar, que se furta a fazer uma verdadeira introspecção lançando um olhar crítico em relação ao mundo que a rodeia, quer-me parecer que não terá um futuro muito risonho, senão veja-se, como explicar que de um país sem dívida externa, um país com a 3ª moeda mais forte do globo, um país auto-suficiente, um país respeitado exteriormente, um país que era um exemplo em tantas áreas seja hoje olhado como um país terceiro mundista, sem peso algum, um país atrasado, um país incapaz de fixar os seus poucos jovens, e pior que tudo, um país insolvente, com uma dívida per capita das mais altas a nível mundial, cabendo a cada português neste momento mais de 70 mil euros no brutal rombo que este regime dito democrático deu ao nosso país,o país do saque instituído, o país onde a justiça não funciona, o país em que um roubo de milhões é perdoado e os seus autores agraciados, enquanto grande parte da população vive no limiar da pobreza, população essa que vê diariamente serem-lhes retirados os bens para os quais trabalharam uma vida, só me ocorre dizer uma coisa, basta, basta de roubo, basta de mentira, basta de embuste e acima de tudo basta de divisão no seio do povo português, basta de jogo fraccionário e torcionário do sistema partidocrático, basta de desagregação, é hora de por tudo de lado e definir um objectivo comum, um Portugal de verdade, um Portugal com futuro.

Foto de Alexandre Sarmento.

Vou agora terminar este já longo artigo dizendo, ter-se-ão este povo e este país esfumado candidamente sobre um monte de esterco tal como os cravos vermelhos da pseudo revolução?

Lamentavelmente começo a não ter razões para duvidar…

Alexandre Sarmento

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