Gulags, o retrato de um regime…

A verdadeira face do comunismo,uma metodologia brutal, realmente uma liberdade total, só que neste caso para morrer sem um pingo de dignidade, isto é o retrato dos Gulag.
Bela liberdade a tão propalada pela cambada comunista!!!

Noble trabalhou nas minas de Vorkuta quando se desencadeou uma greve provocada pelos presos informados da revolta dos alemães do Leste contra o regime comunista. Em Vorkuta circulava, de boca em boca, a notícia que os 20 milhões de prisioneiros do campo de concentração de Goulag também se tinham revoltado. A greve durou dez dias. Depois, numa bela manhã, vários milhares de presos foram atirados para um campo, onde lhes foi anunciado que iam ser entabuladas negociações para pôr termo ao conflito. Quando todos estavam juntos, os vemelhos apontaram-lhes as metralhadoras – forçando-os à rendição. Os sobreviventes regressaram imediatamente ao trabalho. Noble relata: «A minha existência em Vorkuta assemelhava-se a uma morte viva. Era como que uma dolorosa combinação de lenta e constante inanição e de acabrunhamento, monotonia que destruiu mais de um homem que gozava de melhor saúde do que eu».

Noble descreve também as torturas a que assistiu. E o que transcrevo aqui está bem longe de espelhar o pior. Ajudou a transportar até à cela um prisioneiro que tinha sido selvaticamente espancado, chicoteado. A pele foi arrancada desde as omoplatas, em toda a largura das costas até à cintura, e o tecido da camisa, que nunca despira, penetrou na carne viva. Durante cerca de uma hora, com um médico, também prisioneiro, retirou com infinitos cuidados os fragmentos de tecido incrustados nas feridas, tentando com precaução escolher os fios do tecido ensanguentado de preferência às parcelas de carne sanguinolenta. Quando acabámos esta dolorosa limpeza envolvemos as feridas com bocados de papel higiénico, a régia prenda oferecida pelo dispensário da prisão e o único «medicamento» a que tinhamos direito. O suplício do gabinete de desinfecção para a esterilização dos colchões, mais complexo e subtil, era executado por uma máquina metálica de imponentes proporções. Com as suas válvulas e os seus geradores a vapor, esta insólita caranguejola não era utilizada há muito. Os novatos não sabiam que ela não estava em condições de receber o vapor de água. E eram estes precisamente os lançados para a cuba transformada em instrumento de tortura. Quem fosse considerado culpado de ter cometido qualquer falta era atirado para dentro da cuba por guardas cujos modos brutais faziam compreender ao desgraçado que a punição seria terrível. O prisioneiro aterrorizado via os painéis de aço descerem e fecharem-se hermeticamente sobre ele, depois ouvia o ruído estridente dos ferrolhos que se uniam. No interior reinava a escuridão compacta e o detido esperava a todo o momento receber um jacto de vapor efervescente ou uma nuvem de gás tóxico. O desgraçado era deixado neste estado de medo abjecto e de incerteza durante um ou dois dias e só decorrido esse lapso de tempo é que os guardas consentiam em lhe abrir a porta. Muitos presos enlouqueciam depois desta diabólica provação. E poucos ficavam livres de doenças nervosas. A maior parte saía da cuba com os cabelos grisalhos e na generalidade dispunha-se a confessar o que quisesse.

Para além da tortura, os prisioneiros eram friamente abatidos sem a menor razão. Os soviéticos matavam porque, literalmente falando, um número tinha sido tirado à sorte ou porque sobre um documento sem importância, após um processo imaginário, alguém tinha decidido que determinada pessoa havia de morrer. As causas apresentadas, de antemão, para a matança eram completamente indiferentes para os homens incumbidos de executar tão triste tarefa, assim como, aliás, o conceito da própria morte.

Deirdre Manifold.

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