Os teus olhos…

«Os teus olhos!

Sabes lá o que são os teus olhos!

Se soubesses, andavas na vida sem nunca cerrares as pálpebras para que ninguém fosse ao frio e infeliz.

(…) Os teus olhos: janelas onde se debruça Deus a espreitar os caminhos e a encher de madressilvas a pobreza dos que passam.

Não faças caso, meu Amor, não faças caso de mim, não te quero para o meu egoísmo: olha o mundo e seus caminhos amargosos, e os pobres serão ricos e o cardo ressequido será açucena e cotovia, fonte a murmurar ternuras e Aurora a doirar os montes».

 

Leonardo Coimbra («Adoração»).

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